sexta-feira, 8 de julho de 2011

Medo

Sempre fui uma pessoa sem muitos medos.
Tinha um medinho aqui, outro acolá, mas nada muito preocupante.
Quando fiquei grávida comecei a mudar...
Primeiro veio o medo de não dar conta, depois o medo de perder o bebê.
Quando vi que a gestação estava indo bem, comecei a ficar com medo de eu ou o bebê morrer no parto.
Pensava como seria a vida dela sem mim e como seria a minha vida sem ela, que já era muito amada.
Como eu iria voltar pra casa e ver o quartinho, as roupinhas?
Como iriam ficar os avós e os tios frustados?
Ainda bem que tudo deu certo e voltamos todos felizes pra casa com o nosso pacotinho.
Acabaram os medos? Que nada! Era só o começo!
Toda hora ia no quarto ver se a pequena respirava (atire a primeira pedra a mãe que disser que nunca fez isso!).
Medo de engasgar, de cair e machucar, de enfiar alguma coisa no ouvido / nariz / boca...
E a doenças? Todas as vacinas existentes foram tomadas!
Mas tudo isso serve pra deixar a gente mais forte. São fases.
O medo da Ana Sofia morrer, por exemplo, sempre vem e vai.
Tem épocas que fico meio paranóica com isso. Agora tô tranquila. Mas só de pensar na vida vida sem ela... chega a doer o peito!
Meu atual medo é de viajar!
Pra quem não sabe, moro em Belo Horizonte e minha família em Itabira, a cem quilômetros daqui.
Antes era só ter um motivinho e já estava arrumando as malas!
Agora penso uma, duas, três vezes. Adoro ir pra lá, mas a estrada... não ajuda nada!
A cada curva fico pensando que é a última! Quando vejo os caminhões vindo em nossa direção já vejo-me toda esmagada.
Só peço a Deus que nos proteja.
Fazemos sempre a nossa parte. Ana Sofia na cadeirinha, todos de cinto de segurança, nada de álcool, Bruno sempre prudente. Mas e a parte que não depende da gente?
E as pessoas fazendo ultrapassagens em locais proibidos, pela direita, correndo feito loucos?
Aí só Deus mesmo para nos proteger!
Chego em casa com as pernas e o pescoço doendo de ficarem travados durante todo o trajeto.
E dá-lhe mensagem e telefonemas para avisar aos parentes que chegamos bem.
Amanhã vamos para o Rio de Janeiro. De carro. Passeio para ver amigos e marido ver Fla x Flu.
Já estou tensa desde ontem ao pensar na estrada.
Maridinho tentou amenizar dizendo que a estrada é tranquila.
Eu é que preciso ficar tranquila!!!
Mas o que eu quero é ver minha família bem. Com saúde. Sem arranhões!
Então vamos lá vencer mais esse medo!
E que Deus nos proteja!

Um comentário:

  1. Só para dar um feedback:
    A viagem foi muito tranquila, do ponto de vista da estrada (que é quase toda duplicada), mas controlar uma criança de dois anos e meio, presa numa cadeirinha, por cinco, seis horas... isso já é outra história!

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