segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Aniversário faz isso comigo...

Toda véspera de aniversário da Ana Sofia eu fico emotiva. E este ano não está diferente.
Pela terceira vez eu começo a relembrar daquela noite chuvosa que minha bolsa estourou perto da meia noite e eu, sem saber direito se era “aquela” a hora tão esperada, liguei pra médica e ela disse que minha filha ia nascer em breve.
Um pouco insegura por não estar com o Bruno por perto, mas ao mesmo tempo muito segura por ter mãe, irmão, tia, padrasto, sogra, sogro e cunhado que fizeram o momento ser mais tranqüilo. Pelo menos até começarem as contrações.
Porque quando elas chegaram... Ninguém mais pôde ajudar. Só Deus!
Teimando para ter um parto normal, sofri durante seis horas. E a cada vez que a médica entrava no quarto e dizia que eu ainda só tinha um centímetro de dilatação eu me desesperava. Pra quem não entende muito do assunto, para um bebê nascer é preciso chegar aos dez centímetros de dilatação. E eu lá, com meu mísero um centímetro.
Foi então que às seis da manhã e no meu mais alto grau de suportabilidade de dor, decidi pela cesariana. Chegamos à conclusão, eu a médica, que minha filha já estava há muito tempo sem líquido e eu com uma dor que não desejo nem para o pior inimigo. Chorando e desapontada, só queria o Bruno para ajudar a decidir o que fazer. E ele correndo na estrada, tentando chegar a tempo. Mas infelizmente não deu para esperar.
Quando a enfermeira pediu para eu separar a roupinha que o neném voltaria da sala de parto, caiu a ficha.
Por mais que eu tenha passado a gravidez inteira comprando roupinhas, fraldas, banheira, carrinho, planejando o quarto e fazendo ultrassons, foi naquele momento que eu percebi que aquele macacãozinho amarelo iria voltar com um recheio que a partir daquele momento estaria ligado à mim pelo resto da vida.
E que recheio!
Meia hora depois de decidir pela cesárea eu já estava com minha filha nos braços... MINHA FILHA! MINHA AMADA FILHA ANA SOFIA!
Voltei para o quarto e estavam as vovós esperando de braços abertos aquele serzinho que já era amado desde quando ainda era só um projeto. Um projeto que, por sinal, foi muito cobrado da gente. E nós o concretizamos com muito sucesso!
Daí em diante era só alegria! Quer dizer... sem contar as noites mal dormidas, o peito todo rachado e uma dor horrível na hora de amamentar nos primeiros dias, o corte da cesareana, aquela barriga estranha... tirando o que estava ruim, o resto era só alegria!
Quantas vezes peguei-me olhando para ela fixamente e perguntando se eu merecia aquela bolotinha tão linda, tão cheia de saúde, tão calminha.
A cada dia era uma novidade (e ainda é até hoje). Os primeiros sorrisos, a descoberta das mãos e dos pés, as primeiras tentativas de se comunicar, as primeiras vezes sentadas, e todas essas coisas de bebês.
Depois o cordão foi se soltando... deixou de mamar no peito, vieram os primeiros passos, as primeiras palavras (papai, é claro!), a primeira separação...
E existe separação? Só se for de corpo mesmo! Porque a cabeça... Eu lá nos Estados Unidos e imaginando se a pessoinha tinha se alimentado. Se estava chorando sentindo minha falta... mas chorando estava eu! É uma saudade que chega a doer fisicamente. O peito fica apertado e aperta tanto que sai lágrimas dos olhos.
Mas a pequena também é viajada. Nestes três aninhos de vida já conhece Brasília, Curitiba, Florianópolis, Rio de Janeiro, Belém, Salvador, Espírito Santo, e outras cidades de Minas.
Mas se perguntar pra onde ela quer ir agora? Itabira!
Brincar na casinha dela com a Vó Keusa, andar de carro com o som “no talo” com o Tio Noção, desenhar com o Fernando, ir para o Bretas com a Tia Vânia, ir para o Real nadar com a Vó Conceição, tomar banho de balde com o Leléo, tratar dos passarinhos com o Vovô Edvar, fazer a Tia Ludy brincar com todos os brinquedos que ela levar, brincar com o Agros do Léo Pastel. E se o Tio Werlerson estiver lá? Aí não precisa de mais nada! É diversão garantida!
Acho que esse é o conceito de felicidade da minha filha hoje. Não é brinquedo caro, não é passeio, não é roupa de marca. É isso que a faz feliz. Estar cercada de pessoas que a amam e que fazem todas as suas vontades.
E pra mim felicidade também tem se tornado essas coisas simples: passar um final de semana inteiro dentro de casa com Ana Sofia e com o Bruno, descobrir um restaurante que tem um monte de bichinhos e brinquedos para levá-la, ver seu sorriso a cada descoberta, ver a pequena cheia de saúde, cada dia mais inteligente e independente.
Mas sempre existe uma sensação de que falta alguma coisa. O dever nunca está cumprido. Não posso parar nunca mais. Nem para adoecer estou tendo tempo. Gripe? Não me derruba mais. Dormir? É para os fracos! Descobri em mim uma força que nem eu sabia que tinha. Hoje entendo muito mais a minha mãe. E sei que você, Ana Sofia, só vai entender esse sentimento quando também tiver um filho.
Enfim, queria contar tanta coisa pra você, minha filha... Mas acabo de olhar no relógio e ver que são 23:30h. Há exatos três anos a bolsa estourou e começou uma vida nova pra mim. E amanhã começa um ciclo novo em nossas vidas.
Os dois aninhos mostraram pra gente que você já conhece milhares de palavras, já reconhece todas as letras do alfabeto, já escreve as vogais, já reconhece seu nome, já descobriu sentimentos novos como raiva e mágoa, já sabe das palavras de gentilezas, já viaja em fantasias...
E por falar nisso, às vezes temos uma Minnie por aqui, às vezes a Branca de Neve, outras vezes a Moranguinho. E o pai tem que se transformar em Mickey ou em Príncipe, eu em rainha ou bruxa ou a Uvinha. E, assim, a nossa casa vira um conto de fadas, ou o parque da Disney.
E os três aninhos? O que teremos de novidade? Tenho certeza que muitas alegrias, muita felicidade, muito amor, muita união da família, muitas descobertas...
O único desejo que tenho neste momento é que você, filhinha, seja muito feliz. E prometo que lutarei com todas as minhas forças para que você seja uma pessoa boa, humilde, inteligente, educada e que conquiste tudo que desejar.


Te amo muito, filhoquinha!!!

















Feliz aniversário!!!




quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Irmã solidária

- Ana Sofia, tá na hora de dormir, vamos para o bercinho.
- Por que eu tenho que ir para o bercinho?
- Porque lá é o seu lugar de dormir. Já já a gente vai mudar e vamos comprar uma caminha pra você.
- Ah, mamãe! Então, quando eu ganhar minha caminha eu vou emprestar o bercinho para o Bruninho!

Depois foi atrás do pai:
- Papai, você pode comprar a minha cama das Princesas, tá bom?
Bruno:
- Como é que é?
- Se não tiver das Princesas pode ser da Moranguinho então, viu Papai?

Pra quem não sabe, Bruninho é o irmãozinho que ainda não nasceu. Já é quase uma pessoa dentro da nossa casa. Mas para os apressadinhos vou logo avisando que ele ainda é um projeto. Não mais somente meu e do Bruno, mas da pequena também.

Pelo menos ele(a) já tem onde dormir, né?

Rede social, já?

Pra variar, Ana Sofia pegou a câmera fotográfica e começou a tirar fotos.
Pedi à ela:
- Deixa eu ver se a foto ficou bonita, filhinha.
Ele logo escondeu a máquina e disse:
- Não mamãe, depois eu te mostro no Facebook!

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Também quero!

Fui acordar Ana Sofia e a lamentação começou:
- Quero dormiiiir! Não quero acordaaaar! Não quero ir pra escoooola!
- Filha, eu tenho que trabalhar e você tem que ir pra escola! Senão, onde você vai ficar?
- Eu quero ficar no sááábado!

sábado, 8 de outubro de 2011

Beijo Tchau

Estava brincando com a Ana Sofia quando o telefone tocou.
Levantei-me pra atender.
Era a Dindinha e a conversa rendeu um pouquinho.
A pequena deitada no chão começou a tagarelar:
- Beijo tchau, beijo tchau, beijo tchau, beijo tchau, beijo tchau, ...
- Filha, fica quietinha porque eu não tô conseguindo ouvir.
- ... beijo tchau, beijo tchau, beijo tchau, beijo tchau, ...
- Ana Sofia, pára com isso!
Encostava na minha perna e continuava:
- ... beijo tchau, beijo tchau, beijo tchau, beijo tchau, ...
- Filha, o que foi? O que você quer?
- Mãe, fala BEIJO E TCHAU!

Ri muito e a expliquei a situação para a Dindinha Sandra.
Despedimo-nos e dissemos:
- Beijo, tchau!

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Melhor presente de aniversário

No meu aniversário Ana Sofia cantou parabéns e deu-me um abraço bem apertado na hora de dormir.
Falei pra ela:
- Ô filhinha, você é o melhor presente de todos que a mamãe já ganhou, sabia?
A mini-pessoa responde:
- Mamãe, você era triste, triste, né? Aí o Papai do Céu mandou um neném pra você e você ficou feliz, né?

Tem como não ficar?

Que Pequeno Príncipe que nada!

Voltando da escola...

- Que legal, filha! Você vai no teatro com a escolinha!
- Não quero ir no teatro!
- Vai ser legal, vocês vão ver "O Pequeno Príncipe"!
- Ah, não! Eu quero o grandão! Quero 'píncipe' grandão!

domingo, 2 de outubro de 2011

Itabira...

A Dindinha pergunta:
- Ana Sofia, você gosta de ir pra Itabira?
- Goooosto! Só não gosto de voltar!

Perdendo a vez

Na escola da Ana Sofia não se usa o termo "castigo". Lá "perde-se a vez".
Então, aqui em casa, quando ela faz arte é só ameaçar: "- Você quer perder a vez?"

Outro dia quando acabei de dar banho nela, chamei:
- Vamos sair do banho, filha?
- Não!
- Anda, Ana Sofia, sai daí!
Olhou pra  mim brava e disse:
- Mamãe, se você me chamar mais uma vez você vai perder a vez!

Dessa vez não teve jeito, caí na gargalhada!

domingo, 11 de setembro de 2011

Caca não!

- Mamãe, vai ter um neném na sua barriga!
- Ah é? E quem vai cuidar do neném?
- Eu, uai!
- Quem vai dar comidinha?
- Eu!
- Quem vai trocar fralda de cocô?
- Você! Mamãe, eu troco de xixi e você troca de cocô fedorento!

Esperta, né?

Engolindo o fôlego dela e... perdendo o meu!

Esse post é sobre saúde.
É quase um pedido de ajuda. Mas pode ajudar muita gente também.
Sei que há crianças por aí que por qualquer chorinho engolem o fôlego e logo voltam.
Ana Sofia, graças à Deus, não é desse grupo.
Mas nesses quase três anos me deu dois sustos. E um deles foi ontem.

A primeira vez, mais ou menos uns seis meses atrás, estava na casa da minha mãe e ela dançando e rodando em cima da cama. Perdeu o equilíbrio, caiu no chão e começou a chorar. Mas foi uma puxada e parou. Silêncio...
Gritei minha mãe que só se desesperou. Meu amigo Léo também estava em casa e ficou com o telefone na mão pronto para ligar para o SAMU.
Peguei minha filha e fui soprando seu rosto, sacudindo-a, chamando-a e ela só amolecendo.
Chega uma hora que o corpo da criança trava. E o seu desespero aumenta.
Até que algum sopro ou sacolejo desse faz efeito e a pessoa volta a chorar.
Um alívio invade o meu corpo e toda tensão se transforma em tremedeira.

Ontem, como fazemos em todas as noites, dei banho na Ana Sofia e a deixei com o pai na sala para fazer sua mamadeira. Eles se abraçaram para dar boa noite e começaram uma brincadeira de fazer cócegas.
A pequena se abaixou de uma vez e bateu o nariz no braço do sofá.
Como da primeira vez chorou e parou.
Quando vi que estava demorando corri e a peguei no colo.
Silêncio... corpo amolecendo...
Sacudidas e sopros não adiantaram.
Por fim a virei de barriga pra baixo e bati nas suas costas.
Voltou.
Minhas pernas tremiam tanto que pulavam do chão.
Aí é dar um tempinho para ela (e nós) se acalmar.

E pra colocar a mini pessoa para dormir? Será que podia?
Se podia ou não, estava tão cansada que não conseguiu nem ouvir o final da historinha de ontem. Dormiu.
E nós, de vez em quando, íamos lá no berço ver se estava tudo bem.

Queria saber se isso acontece com frequência com os filhos de vocês, meus leitores, e o que vocês fazem.

Bruno acaba de mostrar-me um site de primeiros socorros onde fala que isso é normal, que essas apnéias são provocadas pela própria criança e que o que a gente tem que fazer é manter a calma.
Calma????
Quem escreveu isso não tem filho, né? Dá pra fazer tudo, menos ficar sentada tranquilamente esperando a crise passar.

E a pergunta que não sai da cabeça depois do fato: E se não voltar? O que eu faço?
Sei que o melhor é não pensar nisso, mas me diz, tem como não pensar?

Compartilho o link com vocês para melhores informações: http://www.conscienciaprevencionista.com.br/upload/arquivo_download/1962/PREVEN%C3%87%C3%83O%20DE%20ACIDENTES%20COM%20CRIAN%C3%87AS%20-%20PERDA%20DO%20F%C3%94LEGO.pdf

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Dr. Fernando é uma gracinha


Ana Sofia sempre teve pavor de médico.
Só de entrar no prédio do pediatra ela começava a chorar. E só parava quando saía de lá. Passava a consulta toda chorando. Assim, eu e o Dr. Fernando tínhamos  sempre que conversar alto para um escutar o outro.
E ele é uma peça! Sempre dava razão à ela! Dizia que para ela ele era o capeta! Assim mesmo! Dizia que um homem de branco, que ela não tem intimidade, que fica olhando a garganta, ouvido, peito, estica pra medir, coloca na balança pra pesar... aff! Não tinha que gostar mesmo!
Mas hoje foi diferente!
Há alguns dias estou falando com Ana Sofia que a gente tem que levar a Cecília para consultar. Que seria só pra pesar e medir.
Daí ela foi conversando com a Cecília, dizendo pra ela não chorar, que é "só pesar e medir".
Ah! Pra quem não sabe, Cecília é a "filha" da Ana Sofia. Como ela diz, minha neta! Uma boneca, desses bebês, quase do tamanho dela.
Hoje fomos ao pediatra.
Cecília de vestidinho limpo, calçada, de laço e tudo mais.
Ana Sofia chegou carregando a dita cuja e falou pra secretária que a filha dela tinha ido pra consultar. Tudo tranquilamente!
Quando fomos levadas ao consultório já cheguei avisando ao Dr. Fernando que estava chegando com minha neta também.
Ana Sofia entrou, sentou na cadeira com a Cecília no colo e ficou quietinha.
E não é que o médico entrou na brincadeira?
Fez milhões de perguntas pra Ana Sofia sobre a Cecília. Nome, idade, se estava se alimentando direito, dormindo bem, se estava doente...
E ela respondendo como uma adulta!
Na hora do exame médico resmungou um pouco para tirar a roupa, mas falamos que ela tinha que mostrar para a filha dela como tinha que fazer.
Depois que o Dr. Fernando a examinou, disse:
- Agora é a vez da Cecília!
Pegou a boneca, esticou a perninha, pediu pra Ana Sofia segurá-la e a mediu de verdade. Depois levou pra balança e a pesou também.
No final, da consulta, deu uma abraço no Dr. Fernando e fomos embora.
E eu? Muito orgulhosa de ver minha mini pessoa cada dia mais esperta e de ter achado um pediatra gracinha como o Dr. Fernando!





Vídeos

Achei uns cartões de memória aqui em casa e neles têm algumas preciosidades.
Vou postar alguns pequenos vídeos aqui para ficarem de recordação para Ana Sofia.
Se alguém tiver um tempinho, assista e se divirta! (Só não repare nas bobeiras que eu falo, coisa de mãe!!!)
1- O primeiro choro:
2- Um dos primeiros soluços:
3- Babação:

4- Rio de Janeiro: Roda Gigante no Forte de Copacabana - Junho de 2009:

5- Belém: Bagunça na cama do hotel - Abril de 2009:

6- Quando ainda ficava sentada quietinha onde eu colocava... mas brava:

7- Primeiros passos no andador:

8- Andando e trombando dentro de casa:

9- Gritinhos:

10- Brigando com o chapéu:

11- Chamando o cachorro:

12- Primeiras braçadas (filmadas):

13- Ninando o neném:

14- Pegando a aranha:

15- Primeiros passos:

16- Florianópolis - Primeiros passos

17- Começando a gostar de futebol:



18- Fio dental:

19- 1 aninho / Pintinho amarelinho / dentes / pirracinha

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Cabelos...

Eu procurando um corte de cabelo na internet e Ana sofia se ofereceu para ajudar.
Apontou um cujo o cabelo da modelo era bem cacheado, igual ao dela.
Eu disse:
- Esse não dá, filha. Esse é pra quem tem o cabelo cheio de cachinhos, igual ao seu.
Ela abraçou-me e, com uma cara de dó pra mim, disse:
- Ô minha linda, o seu é liso, né?

O sonho da Disney

- Mamãe, você me leva na casa do Mickey e no Castelo das Princesas?
- Levo, filha!
- O papai falou que vai me levar quando eu tiver sete anos!
- Ah, tá!
- Eu vou fazer três, né mãe?
- É.
- E depois do três é o sete, né?

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Mãe Bipolar

Acho que o estado normal de toda mãe é ser bipolar.
A gente quer muito ter filho e ao mesmo tempo quer liberdade.
Quer muito ter um tempo só pra gente mas não pára de pensar no filho um só minuto quando se está sozinha.
Quer descansar mas quer dar atenção ao filho também.
Enfim, é uma eterna insatisfação!
Mas são momentos. Às vezes breves, às vezes longos.

Estou vivendo um momento bipolar.
Fiquei nove meses desempregada e louca para conseguir um emprego.
De um lado a vontade de ter independência financeira, conhecer gente nova, ter assuntos diferentes para conversar, se sentir útil, sair de casa, crescer profissionalmente.
Do outro lado a companhia da Ana Sofia durante todas as tardes (porque de manhã ela está na escola), sonequinhas no sofá, cabaninhas de colchões, brigadeiros de colher, banho de piscina, desenho na televisão, corrida dentro de casa, cuidados com as bonecas, aniversário das bonecas, idas à padaria e ao supermercado juntas, pintura, desenhos, massinha, jogos, fugidas para Itabira no meio da semana...
Aiai... queria tudo junto. Mas meu dia só tem 24 horas como o de todo mundo.
Quando fiquei sabendo do emprego novo fiquei super feliz e empolgada. Salário bom, benefícios... mas horário integral.
Significa horário integral na escolinha também.
Fim das tardes de ócio com a Sossozinha...
Fui conversar com a pequena sobre a nossa mudança de vida.
Ela não gostou nada dessa história.
Outro dia pedi para darem o almoço pra ela na escolinha porque eu iria atrasar para pegá-la e a pequena não aceitou. Disse que ia almoçar com a mamãe!
Essa fase não vai ser nada fácil. Pra mim e pra ela.
A gente sempre acha que vai tirar essas coisas de letra mas na realidade não é bem assim.
Tô sofrendo muito por dentro, mas sei que vai ser melhor pra nós duas.
Afinal, acho que ela não quer uma mãe que fique em casa triste e se achando uma inútil, né?
Mais uma vez vou confiar no tempo. É ele quem vai fazer os nossos corações se acalmarem.
Começo a trabalhar daqui a quinze dias. Pelo menos vamos ter um tempinho para nos acostumarmos com essa ideia de ficar longe durante o dia.
Só durante o dia, porque as noites prometem!

Filhinha, espero que um dia você me entenda.
E me perdoe.
A mamãe vai estar longe mas o coração e cabeça vão sempre estar com você.
Te amo muito!!


quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Primeiro palavrão?

Hoje, do nada, Ana Sofia encheu bem a boca e falou:
- Que BOSTA!
Eu da cozinha e o pai da sala perguntamos indignados:
- O que é isso, filha?
Ela ficou sem graça, encolheu-se e não rendeu o assunto.
Explicamos que é muito feio falar isso e que não queríamos mais que ela repetisse aquilo.

Uma palavra tão pequenininha mas que fica tão horrível saindo da boca de uma criança...
Daí começam as especulações: onde é que ela ouviu isso? Quem costuma falar assim? Será na escola? Será em Itabira? Será aqui em casa mesmo?
O fato é que temos que nos policiar muito. Repetição é regra para criança.

Princesa falando palavrão não dá, né?

terça-feira, 16 de agosto de 2011

E na hora do almoço...

Sentados a mesa, almoçando, eu, Bruno e Ana Sofia.
Como se fosse um assunto corriqueiro ela olha para o pai e diz:
- Papai, a mamãe tá de piriri!
E completa:
- Papai, piriri é um cocô beeeeem molinho, sabia?

terça-feira, 26 de julho de 2011

Dia das Vovós

 27 de julho: Dia das Vovós

Que bom estarmos aqui em Itabira neste dia! Que bom podermos dar um abraço nas vovós! Apesar de que para Ana Sofia todo dia é dia da vovó. É só falar que estamos indo pra casa de uma delas que ela adora, fica eufórica! E que jogo de cintura eu tenho que ter para dividir nosso tempo aqui em Itabira entre elas. E são três! Todas querem a Ana Sofia ao mesmo tempo. E a gente tem que se desdobrar para pelo menos tentar retribuir tanto carinho. 
Acho que elas são vovós desde antes de eu engravidar. Viviam cobrando um netinho. Acompanharam a gravidez de pertinho e me enchiam de minos. Ajudaram a fazer o enxoval e no momento mais especial estavam comigo. Na noite em que minha bolsa estourou e que Bruno estava viajando, minha mãe e minha sogra ficaram comigo o tempo todo. Seguraram minha mão a noite toda, sentiram todas as contrações comigo e, quando eu concordei em fazer uma cesareana e levaram-me para o centro cirúrgico, as duas foram para a capela do hospital e caíram no pranto. Acho que de nervoso, por ver todo meu sofrimento, mas nada de desmoronar na minha frente, pra eu não ficar nervosa.
E hoje, procurando umas fotos antigas, deparei-me com o primeiro contato das vovós com a netinha. Momento mágico, onde cai a ficha. Concretização de toda espera.
A Vovó Creusa topa qualquer parada! Toma qualquer dor da pequena! Deixa tudo de lado pra ficar com a neta. Sofre quando corrigimos a Ana Sofia na sua frente, mas não se mete. A Vovó Creusa é a mais docinha... dá tudo que a Ana Sofia quer comer, empanturra a menina de comida. Compra milhões de biscoitos, yogurtes, chocolates, sucrilhos... Ir "bretar" é o seu programa favorito com a neta. Mas tem a feirinha de sábado também. Ver peru, galinha, porco... comprar rosquinha, couve, ... e chegam cheias de histórias pra contar!

A Vovó Conceição é um pouquinho mais séria. Mãe de dois homens, teve que aprender a brincar de boneca com Ana Sofia. Topa qualquer desafio. Viajar para o Rio de Janeiro de uma hora pra outra? Bora! Pra Guarapari? Bora! Ficar com a neta mesmo doente? Tudo bem! Mas também adora uma farra! Adora dar banho nos cachorros em compania da neta, dar laranja e melecar tudo! Esconde os yakults para o Leléo não tomar tudo, porque é "da Ana Sofia!". Adora pegar a menina e sair sozinha de carro com ela pra ir comprar um lanchinho para o papai. Também leva a pequena para uma visitinha rápida e fica até no outro dia, deixando a mamãe cheia de saudade! Mas ela tá certíssima! Direitos iguais!

Essa Tiavó Vânia é outra história! Desde o enxoval já mimava Ana Sofia. Não podia ver nada que "achava lindo" e comprava. Foi a primeira a chegar no hospital depois do nascimento e ficar encantada com essa mãozinha segurando seu dedo. Briga com Ana Sofia de igual pra igual. São duas crianças! Compra uns brinquedos muito malucos! Coisa que nem é pra idade da menina, carrinho, bonecas barulhentas... e a Ana Sofia adora! Virou costureira pra fazer roupinha de boneca e sacolinha para guardar brinquedos. Adora ser motorista e carregar a gente pra lá e pra cá. Briga muito comigo quando a pequena adoece. Acha que não a levo no médico, que a deixo descalça, tomar friagem, ... enfim, tudo preocupação com a "neta".
 Isso tudo na verdade é só para agradecer todo carinho que vocês têm pela Ana Sofia. E que, apesar de nem sempre verbalizar, dou valor a cada pequeno gesto de vocês para com a minha filha. O que seria de mim se não tivesse vocês ao meu lado?
 E saibam que, do jeitinho dela, a Ana Sofia ama muito vocês. Cada uma de um jeito. E, tenho certeza, um dia ela vai ler isso e concordar com todas as minhas palavras.
 Resumidamente: FELIZ DIA DAS VOVÓS! AMAMOS MUITO VOCÊS!

domingo, 24 de julho de 2011

Orgulho do pai

Fernando pergunta para Ana Sofia:
- Quem é a menina mais bonita do Brasil?
- Eeeeuuuu!!!
- Só do Brasil? Não é da Argentina também?
Ela pensa um pouco e responde:
- Do Mengo também!
Pense se o pai não ficou feliz quando soube...

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Citando Drummond

Hoje de manhã, ao acordar, falei com Ana Sofia:
- Que pena, hein filhinha? Não tem sol hoje pra gente ir na pracinha!
Olhou pra mim e soltou essa:
- E agora, José?

Partida

Já falei aqui sobre o meu medo de perder a Ana Sofia.
Sendo clara, medo da Ana Sofia morrer.
Hoje deparei-me com um link de uma reportagem sobre o Bruno Gouveia, vocalista da banda Biquini Cavadão.
Pra quem não sabe, o Bruno perdeu o filho Gabriel, quase da mesma idade da Ana Sofia e a mãe do menino, sua ex-esposa, num acidente de helicóptero no dia 17 de junho no sul da Bahia.
Na época não imaginei muita coisa, porque só conhecia o cara como cantor mesmo, não como pai.
Hoje, lendo a carta publicada, não tive como não me emocionar.
Depois, descobri um blog onde ele e sua esposa, na época, publicavam tudo sobre o filho que era muito amado. Desde a expectativa de sua chegada até suas conquistas na véspera de sua morte. Fiquei umas duas horas direto lendo o blog e vendo como aquele menininho era amado. Imaginar que virou anjinho é muito difícil.
É triste falar de morte? Claro que é. Mas ler sobre isso nos ajuda muito a dar valor às pessoas enquanto as temos.
Sinto tanta falta do meu pai... Do seu abraço, das suas conversas, das suas brincadeiras... Mas agora só tenho a saudade.
E é por isso que abraço e beijo a minha filha o dia todo. Digo sempre que a amo. Peço desculpas pelos meus erros e a desculpo verdadeiramente pelos seus.
Até estava triste porque Ana Sofia não estava por perto para dar mais um abraço e um cheirinho, pois hoje ela foi dormir na casa dos avós paternos. Mas passou logo porque sei que amanhã cedinho ela estará aqui comigo.
Triste mesmo está esse pai, que nunca mais terá o abraço do pequeno Gabriel.
Nem sei como terminar esse post, mas deixo aqui os links pra quem se interessar:
A carta:
http://musica.uol.com.br/ultnot/2011/06/24/em-carta-aos-fas-vocalista-do-biquini-cavadao-fala-sobre-perda-de-filho-e-diz-que-vai-manter-agenda-de-shows.jhtm
O blog:
http://mimevoce.blogspot.com/
Não tem como não se emocionar!

Dia do Amigo

Eu sei, foi ontem. Mas em breve farei um post aqui sobre nossas férias em Itabira. Os dias voam e quando eu vejo já passou e já estou morta de cansada e vou dormir.

Mas agora eu queria falar sobre amigos...
Ontem a noite, depois que todos dormiram e depois de chegar de um churrasco na casa do meu Amigo Léo Lataliza (é, com A maiúsculo mesmo!) fiquei pensando que a maioria das amizades são feitas de contato.
Tem épocas que estou mais próxima de algumas pessoas e sinto-me mais amiga de uns que de outros.
Infelizmente a vida que levamos hoje nos leva a estar cada vez mais distante de muitos amigos.
Quando se está mais perto, sabe-se mais da vida do outro, suas tristezas e alegrias, suas dificuldades.
Mas tem alguns amigos, que acho que são os amigos de toda vida, que não precisam de tanto contato.
Tenho alguns assim. Mas dá pra contar nos dedos da mão.
E não acho ruim de serem poucos. São verdadeiros.
Podemos ficar sem nos ver dias, meses, anos.
Mas sabe aquela pessoa que você sabe que vai te ligar no seu aniversário?
Orkut, Facebook, mensagem... nada disso!
É aquela vozinha do outro lado desejando que você seja realmente muito feliz. É aquela pessoa que queria muito te dar um abraço mas que não pode pela distância. É aquela pessoa que vai aparecer quando você mais precisar.
Enfim, digo isso tudo aqui no blog da Sossô porque são desses amigos que espero que minha filha viva rodeada.
E para dizer também que a considero a minha melhor amiga de todos os tempos.
Já tive melhores amigas quando era criança, quando adolescente, na época da faculdade...
Mas a Ana Sofia agora ganhou o posto de minha melhor amiga forever!!!
Desde essa época já escutava minhas lamentações. Sempre companheira!
E segue até hoje topando fazer altas loucuras juntas. Passeios malucos, comilança de bobagens, preguiça na cama, brincadeiras "de pedreiro", choramos juntas, rimos juntas, ficamos doentes juntas...
A gente briga mas a gente se entende. Às vezes precisamos de um tempinho uma da outra, mas que não dure mais que dez minutos, senão já dá saudade.
Que amigo de verdade aguenta essa overdose de contato?
Enfim, essa é uma homenagem à minha super hiper mega ultra blaster amiga!
Filha, pra mim, o melhor lugar do mundo é dentro desse abraço!
Te amo com todas as minhas forças!
Bjo da Mamãe Vivi

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Depois do shampoo...

Ana Sofia adora brincar de salão.
Como meu cabelo está grande, sou sua cobaia favorita!
Lava, escova, faz cada penteado...

A última:
Brincando de lavar o cabelo, primeiro ela pediu o shampoo.
Lavou, esfregou, tirou a espuma.
Depois pediu:
- Mamãe, agora me dá o "creme de senador", por favor!

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Medo

Sempre fui uma pessoa sem muitos medos.
Tinha um medinho aqui, outro acolá, mas nada muito preocupante.
Quando fiquei grávida comecei a mudar...
Primeiro veio o medo de não dar conta, depois o medo de perder o bebê.
Quando vi que a gestação estava indo bem, comecei a ficar com medo de eu ou o bebê morrer no parto.
Pensava como seria a vida dela sem mim e como seria a minha vida sem ela, que já era muito amada.
Como eu iria voltar pra casa e ver o quartinho, as roupinhas?
Como iriam ficar os avós e os tios frustados?
Ainda bem que tudo deu certo e voltamos todos felizes pra casa com o nosso pacotinho.
Acabaram os medos? Que nada! Era só o começo!
Toda hora ia no quarto ver se a pequena respirava (atire a primeira pedra a mãe que disser que nunca fez isso!).
Medo de engasgar, de cair e machucar, de enfiar alguma coisa no ouvido / nariz / boca...
E a doenças? Todas as vacinas existentes foram tomadas!
Mas tudo isso serve pra deixar a gente mais forte. São fases.
O medo da Ana Sofia morrer, por exemplo, sempre vem e vai.
Tem épocas que fico meio paranóica com isso. Agora tô tranquila. Mas só de pensar na vida vida sem ela... chega a doer o peito!
Meu atual medo é de viajar!
Pra quem não sabe, moro em Belo Horizonte e minha família em Itabira, a cem quilômetros daqui.
Antes era só ter um motivinho e já estava arrumando as malas!
Agora penso uma, duas, três vezes. Adoro ir pra lá, mas a estrada... não ajuda nada!
A cada curva fico pensando que é a última! Quando vejo os caminhões vindo em nossa direção já vejo-me toda esmagada.
Só peço a Deus que nos proteja.
Fazemos sempre a nossa parte. Ana Sofia na cadeirinha, todos de cinto de segurança, nada de álcool, Bruno sempre prudente. Mas e a parte que não depende da gente?
E as pessoas fazendo ultrapassagens em locais proibidos, pela direita, correndo feito loucos?
Aí só Deus mesmo para nos proteger!
Chego em casa com as pernas e o pescoço doendo de ficarem travados durante todo o trajeto.
E dá-lhe mensagem e telefonemas para avisar aos parentes que chegamos bem.
Amanhã vamos para o Rio de Janeiro. De carro. Passeio para ver amigos e marido ver Fla x Flu.
Já estou tensa desde ontem ao pensar na estrada.
Maridinho tentou amenizar dizendo que a estrada é tranquila.
Eu é que preciso ficar tranquila!!!
Mas o que eu quero é ver minha família bem. Com saúde. Sem arranhões!
Então vamos lá vencer mais esse medo!
E que Deus nos proteja!

quarta-feira, 6 de julho de 2011

???????

No berço...

- Filha, deita porque tá na hora de dormir.
- Por que tá na hora de dormir?
- Porque já tá de noite.
- Por que tá de noite?
- Porque o sol foi embora.
- Por que ele foi embora?
- Para descansar.
- Você vai ficar aqui, mamãe?
- Não, vou para o meu quarto.
- Por quê?
- Pra dormir na minha cama.
- Por que você vai pra sua cama?
- Pra descansar também.
- Igual o sol?
- É, igual ao sol.
- Por eu tenho que dormir?
- Ah não! Tudo de novo? Aff! Chega de perguntas! Beijo, boa noite, durma com Deus, te amo!

E saio correndo do quarto antes que apareçam mais dúvidas...

Princesa também se cansa

Antes de sair para a padaria fui logo avisando:
- Tem que ir andando, viu Ana Sofia?
- Por quê?
- Você tá muito pesada e a mamãe não tá conseguindo te carregar.
- Tá boooom!

Cinco minutinhos de caminhada e ela pede "tólo":
- Mamãe, minha perna tá doeeendo... as duas pernas estão doendo. Você tem que me carregar.
Tento dar uma enrolada:
- Sabia que aqui é um caminho de princesa? Só princesas andam aqui. Você não é princesa?
- Sou, mamãe! Mas a perna da princesa também tá doendo. Então você tem que me carregar.

Quem enrola quem?

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Macarrão cru

Ana Sofia ainda tem dificuldade em pronunciar algumas palavras.
As que tem BR, CR, PR, DR, etc principalmente. Ela come o R.
Bruno ela fala Buno. Prato na maioria das vezes vira pato.

Outro dia estava cozinhando macarrão pra ela e começou o diálogo:
- Mamãe, eu quero macarrão!
- Ainda não está pronto, filha, tem que esperar.
- Eu quero esse aí - apontando para o pote em cima da pia - Eu quero o cu!
- O que Ana Sofia????
Gritou:
- Eu quero o cuuuuuuuu!!!!

Tomara que os vizinhos não tenham ouvido, né? Até explicar...

Ah, não! Isso não!

Antes de dormir, ao escovar meus dentes vejo, pelo espelho, um brilho no alto da minha cabeça.
Cerco daqui, empurro pra lá, separo e... puxo!
Ai meu Deus! Cabelo branco! Eu mereço?
Vou para o quarto, acendo a luz e ordeno ao Bruno: Senta aí!
- O que foi? O que aconteceu? - pergunta preocupado já se levantando.
Sento na cama e viro a cabeça pra baixo:
- Olha aí se tem cabelo branco porque acabei de achar um. E vê se procura direito! Só falta essa: eu sair por aí cheia de cabelos brancos!
O outro começa a rir da minha neurose. Neurose?
Neurose nada!
Culpa da Ana Sofia!

A pequena deu pra ficar pirracentinha esses dias que tá me deixando de cabelos brancos!
Sabe quando você fala uma coisa com a pessoa, ela fnge que não te ouve e continua a fazer o que você pediu pra parar de fazer?
Sabe o que é mandar a pessoa se calçar um milhão de vezes no dia?
Sabe o que é uma pessoa fazendo hora pra comer enquanto a sua comida esfria?
Sabe o que é demorar uns dez minutos para vestir uma roupa na criança quando você poderia fazê-lo em dois minutos?
Sabe o que é passar por isso quando você está atrasada? Ou cansada? Ou com sono?
Sabe o que é você pedir para a pessoa ter cuidado com alguma coisa e ver essa coisa se espatifando na sua frente?
Sabe o que é ouvir "mãe, mamãe, mamããããããeeee" às três da matina?
Sabe o que é ver milhões de objetos espalhados em cada cômodo da casa?
Sabe o que é ver/ouvir "Barney no Zoológico" umas quatro vezes por dia?
Sabe o que é, além de ter que dar banho na sua filha, também ter que dar banho em boneca, secar, vestir fraldinha, colocar pra dormir e dar boa noite para aquela coisa que nem se mexe?
Sabe o que é contar as mesmas historinha todo dia antes de dormir?

Se você já é mãe e seu filho tem mais de dois anos deve saber boa parte dessa lenga-lenga.
Se você não tem filho não diga que nos entende porque você NÃO entende!

O problema é que, apesar disso tudo, amo essa pequena! Problema nada, né?
Esse é o preço por receber de volta tanto carinho, tanto amor, tanto beijo, tanto abraço, cheirinhos, ...

Vou esperar essa fase da teimosia passar de novo. Já tiveram outras. E virão outras.
Paciência... artigo que anda em falta aqui em casa....
Cabelos brancos... artigo novo aqui em casa...

Menina também gosta de futebol?

No início ou no intervalo de um jogo de futebol, quando as câmeras focam um pai com um filho devidamente uniformizado e gritando o nome do time, os olhos do Bruno brilham. Se for do Flamengo então...
Ele me chama e fala: "Amor, quero isso!"
O "isso" é um menino. Pra levar para o estádio e fazer a mesma coisa: coisa de homem!!!!
Então eu digo que Ana Sofia pode cumprir muito bem esse papel.
Até já tem camisa do Mengo e já sabe cantar musiquinha.
Para desgosto dos titios cruzeirenses e do vovô santista.
Mas fazer o quê, né? Eu também acho que tem que torcer para o time do pai.
Então outro dia a levamos para ver um jogo do Flamengo.
Devidamente uniformizada, partimos para Sete Lagoas. América/MG x Flamengo.

Chegou na Arena do Jacaré meio assustada, arredia...
Ficamos nas cadeiras, lugar mais tranquilo para criança.
Tão tranquilo que começou a trocar de cadeira sem parar.
De baixo pra cima, de cima pra baixo...
E eu morrendo de medo dela cair.
Um olho nela, outro no jogo e outro na câmera fotográfica para registrar esse momento.
No intervalo a inocente da mãe foi procurar uma coisinha para a filha comer.
Pensei achar uma coisa tipo "cantina de escola", com várias opções.
Sabe o que eu achei? Tropeiro! E só!
Ana Sofia come tropeiro? Nãooooo!
Então achei uma coisa que ela adora, mas nada saudável. Torresmo! Um dia só não faz mal, né?
Comprei uma porção, pedi para colocarem num "copinho" de plástico e lá fui eu pulando cadeira acima.
A cara de alegria dela ao ver os torresminhos... não tem preço!

Foi a poção mágica da noite para a pequena dar uma sossegadinha... pelo menos por um tempo!
Antes que chamem-me louca, quero esclarecer que ela comeu só um pouquinho. Não o copo todo.
O papai na maior paciência ao perder os lances quando era chamado pela pequena torcedora.
Mais paciência do que tem comigo quando o interrompo durante as partidas.
Bem, se Ana Sofia entendeu onde estava? Não sei...
A peguei cantarolando: "Mengão do meu coração..." algumas vezes.
Sei que gostou do ambiente, do barulho, do passeio, do torresmo... Não queria vir embora!
E o Flamengo?
Começou ganhando, depois tomou dois gols e no final virou o jogo. 3 a 2. Ufa!
Enfim, voltamos todos felizes com a experiência.
E o papai? Tenho certeza que também ficou feliz com o resultado do jogo e com a nova companheira dos gramados.
Quando ela começar a entender mesmo, vai brigar para poder ir nos jogos.
E quem sabe um dia eles não conseguem mais um companheirinho?

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Visitas

Sabe quando você é criança e tem um brinquedo superbacana que adora mostrar para os outros?
É mais ou menos assim que a gente se sente com os filhos quando chega uma visita em casa.
A gente espera que nosso filho seja comportadinho, que fale aquelas coisas inteligentes e engraçadinhas, que coma direitinho, que converse com as visitas... ou que pelo menos seja o que ele geralmente é em casa: normal!
Ontem recebemos a visita dos queridos Pethrus e de sua esposa Luisa.
Só conheciam a Ana Sofia por foto ou vídeo.
Chegaram com presentinho e a pessoinha quase não abriu a boca para agradecer. (Vergonha1)
Avisei que no início ela é assim, mineirinha, mas que depois se solta.
E soltou demais!
Dei banho na pequena e calcei uma botinha para não ter que ficar pedindo para calçar toda hora na frente das visitas.
A bota foi saindo... a meia foi saindo... e eu conversando e só olhando os pezinhos no chão frio.
Pedi para calçar um chinelo então. Não ficou nem dois segundos com ele.
Vou atrás de uma meia com anti-derrapante.
Depois de muito tira e põe durante a noite, foi a que mais durou nos pés.(Vergonha2)
A Tia Lu pegou uma máquina fotográfica para tirar foto da Ana Sofia e o que ela fez?
Tomou a máquina e ELA foi tirar foto da Tia Lu. (Vergonha3)
Abriu a gaveta de talheres, pegou uma faca (coisa que ela NUNCA fez) e ficou balançando pela cozinha. Para desespero do Pethrus que logo tomou da mão dela. (Vergonha4)
Sentamos para comer um angu à baiana e a pequena começou a comer como um bebezinho, entornando tudo. (Vergonha5)
Enfim, criança quando tem plateia...
Lu e Pethrus, sorry! Mas casa que tem criança é assim mesmo!
Visitem-nos mais vezes e vocês se acostumam!

terça-feira, 28 de junho de 2011

Feriado

Feriado para nós, na maioria das vezes, é sinônimo de Itabira.
E Itabira é sinônimo de muitas coisas...
Lá Ana Sofia pode quase tudo.
Não que aqui em casa não possa nada, mas se eu deixar ela fazer tudo o que quer vira bagunça.
Lá ela também tem mais espaço e mais pessoas para adulá-la. Ah! E mais platéia também.
Porque a pessoa esses dias está bem pirracentinha, viu? Então, lá ela fazia um charminho, dava uma resmungadinha, e logo aparecia uma vovó ou um titio para "ver" o que estava acontecendo.
Mas eu tenho um elogio muito grande a fazer à minha família: quando eu estou corrigindo, chamando atenção da encrenqueira, ninguém entra no meio e nem dá pitaco. Acho que não existe coisa pior do que você precisar chamar atenção do seu filho e vir alguém e pegá-lo no colo e colocar a mãe ou o pai como o "mau" da história.
Isso, graças a Deus, lá não acontece. Valeu família!
Mas vamos voltar às regalias da Princesa... ops! Rainha Ana Sofia...
O chocolate que aqui é um pedacinho - se almoçar tudo - lá é uma barra, ou duas, ou três. O pior: às vezes até mesmo antes de comer!!! Não é Tia Vânia????
Aqui tem que juntar os brinquedos toda vez que espalha. Lá sempre aparece alguém para resolver esse problema.
Chinelo aqui é regra. Lá, se ele aparecer no pé é milagre!
Passeio na pracinha com a mamãe é para ver a paisagem... Com o Léo Pastel e o Tio Werlerson é para voltar com areia até no cabelo!
A laranja que a mamãe tem preguiça de dar por conta da bagunça, lá escorre pelos braços e por toda a roupa.
Rotina para dormir? Que rotina? Se Ana Sofia dormir antes da meia noite lá eu já tô no lucro!
Mas pelo menos ela dorme até um pouquinho mais tarde...
Com isso tudo quem quer voltar para casa?
Aí começa a novela...
Despedindo da Vovó Creusa ela começa a chorar:
- Não quero ir pra "Bilizooooonte..."
- Tá bom, filha. Vamos para casa da Vovó Conceição.
Despedindo da Vovó Conceição:
- Não quero ir pra "Bilizooooonte..."
- Minha filha, nossa casa é lá. Tem a escola, seu bercinho..
- Não quero ir pra "Bilizooooonte..."
- Tá bom, a gente vai lá só molhar as plantinhas e volta para Itabira.
Concorda.
Já no carro...
- Só molhar as plantinhas, mamãe?
- É. A gente chega lá, dorme e molha as plantinhas amanhã, quando tiver sol.
- Não quero dormiiiiir... Só molhar as plantinhas e voltar para Itabiraaaa...
O bom é que já era tarde. A pessoa dormiu e acordou no bercinho no outro dia. Foi para a escolinha e continuamos a nossa vidinha.

Às vezes é tão bom sair da rotina, né? Não vale a pena perder esses dois ou três dias de folga brigando com nossos filhos. E o sinal de que Ana Sofia adora é o fato de não querer voltar. Apesar de ver a neta chorando para ficar, vejo um sorrisinho no cantinho da boca das vovós...

terça-feira, 21 de junho de 2011

O poder da Ana Sofia

Ana Sofia tem o poder de transformar...
... o Tio Eric de pessoa que odeia ser mandado em motorista e DJ ao mesmo tempo, mandando colocar todas as músicas que ela adora enquanto ele dirige.
... o Fernando de motorista compenetradísimo a aprendiz de motorista, mandando parar no sinal vermelho e seguir no verde.
... o Vovô Edvar de advogado respeitado a cantor de umas musiquinhas bem mequetrefes.
... a tia Ludy de pessoa arrumadinha a cliente de salão de beleza que tem que desfilar pela casa com os cabelos cheios de piranhas.
... o Tio Leléo de chefe do PROCON de Itabira a piloto de velotrol e a nadador de piscininha de plástico.
... a Vovó Conceição de senhora aposentada a frequentadora de piscininha infantil do Real.
... a vovó Creusa de senhora de idade à palhaça de circo.
... o Tio Werlerson de executivo de sucesso a saco de pancada.
... o papai Bruno de mestre em direito e procurador da ALMG a cavalo mangalarga marchador e saco surpresa.
... a mamãe Viviane de assistente social a peixinho zarolho, a manequim de bijuterias, a cliente de salão de beleza, a filhinha, a sapo, a elefante, a girafa, a contadora de histórias, a desenhista, a pintora, ... enfim, a quase tudo!


A pedido do Leléo eu completo:
... o Tobias e Safira de dois rottweillers "pretões" a dois poodles e, às vezes, a cavalinhos.
... a Priscila de uma poodle toy a um toy de verdade!

Com muita dor no coração por não ter colocado antes e já com medo da bronca que vou levar amanhã, tenho mais uma para acrescentar:
... a Tia Vânia de professora aposentada a costureira, motorista, babá e compradora compulsiva de roupinhas e de todos os brinquedos que acha legal.
Obs.: Tia, será que um dia vai conseguir me perdoar? Te amo muito e não foi por mal que não coloquei antes. Escrevi correndo e cometi esse grande erro! Me desculpe, tá? Bjos meus e da Sossozinha

Filho = Espelho

Depois de almoçarmos num restaurante no domingo, tudo que eu mais queria era dar uma dormidinha a tarde.
Inocente, achei que Ana Sofia também.
Depois de brincar na piscina de bolinhas, escorregador e pintar muito lá no restaurante, achei que a pequena iria apagar. Que nada!
Chegamos em casa e joguei-me na cama!
Ela pediu canetinhas e papel.
Eu comecei a cochilar.
Ela viu e começou a fazer tudo que faço com ela na hora de dormir.
Entrei na onda e pude ver como ela enxerga sua rotina da noite.
Colocou uma cadeirinha do meu lado e segurou na minha mão.
Me deu um beijo, disse que me amava e desejou boa noite.
Eu louca de vontade de rir.
Perguntou se eu queria que ela contasse uma historinha.
Lógico, né? Minha vingança pelas 1.748.269 vezes que eu tenho que contar as mesmas histórias!
Saiu correndo e foi até o seu quarto buscar um livrinho.
Eu gritei: "Sossô! Tá demorando!"
Ela voltou toda esbafurida e começou a "ler". Contou exatamente como eu conto!
(Vou revelar uns segredinhos: no conto em que a madrasta manda matar a Branca de Neve eu minto! Falo que mandou levá-la e deixar na floresta. No conto do João e da Maria que os pais os abandonam na floresta eu minto! Falo que eles ficaram perdidos. No conto do Sapo e da Princesa que o sapo faz chantagem para a princesa levá-lo para casa eu minto! Digo que a princesa, agradecida, o convidou para ir na casa dela. Na Chapeuzinho Vermelho, quando o caçador mata o lobo, aqui em casa na verdade ele vai preso para o zoológico! E por aí vai! Já basta o mundo real cheio de violência, deixa isso pra mais tarde! hihihihihi)
Voltando ao caso...
Terminou de contar uma eu pedi outra e mais outra até ela dizer: "Chega! Tá na hora de dormir!" kkkkk
Então eu pedi uma fralda.
Sai a coitadinha de novo correndo para buscar.
Gritei de novo: "Sossô! Tá demorando!"
Ela volta do meio do caminho, aparece na porta e diz:
- Não precisa gritar! Eu volto rapidinho!
Sai correndo de novo e volta com a fralda.
Peço umas musiquinhas...
Ela começa a cantar:
- Boi, boi, boi... boi da cara preta...
Eu interrompo e peço:
- Mãezinha do Céu!
- Mãezinha do céu, eu não sei rezar...
- Um dia uma criança!
- Um dia uma criança me parou, olhou-me nos meus olhos a sorriiiiiirrrr...
Daí ela perde a paciência e fala:
- Agora é hora de dormir. Vou para o meu quarto, é bem pertinho do seu, viu?
Caio na gargalhada. Ela também.
Sono foi embora. Bora ver bobagens na tv então...

Tardes de domingo

Os domingos aqui em casa estão ganhando um sabor especial.
Como o Bruno é apaixonado por futebol, acabo salvando o seu lazer deixando a televisão da sala só pra ele e levando Ana Sofia para o meu quarto nas  tardes de domingo.  E por lá ficamos até a hora do jantar.
A pequena adora vídeo cassetadas. Eu falo que é domingo e ela passa a tarde inteira lá na cama comigo esperando as ditas cujas.
Mas não pense você que ela deita na cama e fica esperando. Por lá rola de quase tudo: brinquedos diversos, pipoca, cambalhotas (ela e eu), às vezes um cochilinho, um tombinho da cama, e risadas, muitas risadas!
E é isso que é gostoso! Às vezes trabalhoso, mas quando acaba o domingo eu penso: que tarde gostosa que passei com a minha filha!

segunda-feira, 20 de junho de 2011

E Deus criou o mundo...

Historinha para dormir... de novo a Bíblia do Bebê (ela que pega os livrinhos!).
Eu:
- No início não existia nada... Deus criou TUDO! Então quem criou você, Ana Sofia?
- Você, mamãe!

Obs.: Ela não tá toda errada, né?

Festa Junina 2

Como prometido, voltei para contar da festa junina da Ana Sofia.
A pequena não decepcionou, apesar de termos feito a maldade de levá-la para tomar vacina antes da festa.
Mas eu também fui enganada! Achei que seriam só duas gotinhas na boca, um pirulito e um abraço.
Chegamos lá e aquelas "simpáticas" senhoras do posto de saúde nos avisam que está tendo um surto de sarampo e que estão aplicando a vacina de reforço. Isso mesmo: aplicando!
E minha linda caipirinha levou uma agulhada no bumbum, saiu de lá aos berros e eu toda murcha...
Até dei razão para o choro, porque deve ter doído mesmo. Era um agulhão.
Enfim, missão cumprida e rumamos para a escolinha.
A pessoa chegou na festa com "aquela" cara e conversando pouco.

Mas aos poucos foi reconhecendo o seu ambiente e as tias Pri, Ana, Marilda, Iêda, Rosângela...
Foi na pescaria (e pescou dois peixinhos de verdade!), jogou bombinhas no chão, acertou a boca do palhaço e ganhou muitos prêmios, diga-se, pipocas, balas, pulseirinhas, pirulitos... e peixes... vivos!!!!!

A cada amiguinho que via ela gritava: "Olha, mamãe, quem chegou! A Gabi / A Mari / Os Pedros / A Bibi /...
 Também para apoiar tivemos a presença ilustre da Vovó Creusa.


E na hora da apresentação o sol já estava um pouquinho forte, mas mesmo assim a minha dançarina rodou, bateu o pé, tirou o chapéu... numa marcha meio lenta... mas fez tudo!
O vídeo é bem grandinho, mas a dança rendeu um bocadinho, viu?

Pra mim era a mais linda (também nem enxerguei os outros!) e a dancinha foi a mais fofa (também não prestei atenção nas outras!).
Acho que a cada ano vou babar mais!
Fofuchinha, você é a caipirinha mais linda da minha roça!!! Te amo demais!

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Festa Junina

Junho é época de entrar no clima caipira...
Ontem passei a tarde e parte da noite com Ana Sofia a fazer um trabalhinho para a festa junina da escolinha dela.
Hoje foi dia de dar um retoque na fantasia e no chapéu para estar tudo pronto para sábado.
Mas o que mais ouvimos agora é um tal de:
"Roda peão, não bambeia peão, roda peão, não bambeia peão, roda peão, não bambeia peão, roda peão, não bambeia peão, roda peão, não bambeia peão, roda peão, não bambeia peão, roda peão, ..."
E fica rodando, rodando sem parar!
Só isso! Acho que é a única parte que ela lembra da musiquinha que vai dançar.
Fui dançar quadrilha com ela, mas para demonstrar puxei o pai para o meio da sala e ficaram os dois loucos dançando na frente da pequena que não estava entendendo nada. Detalhe: todas as janelas estavam fechadas, os vizinhos não precisam saber disso, ok?
Agora fico na expectativa... será que na hora ela vai dançar mesmo?
Ano passado dançou um pouquinho...
Depois eu conto.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Fases...

Estou em falta aqui no blog, né?
Mas as coisas por aqui não andam muito tranquilas...
Ana Sofia já teve várias fases. Já teve a fase de colocar coisas no nariz, de chorar por qualquer coisa, de não querer conversar com estranhos, de conversar com todos os estranhos, de não comer direito, de comer muito...
Na verdade as fases vem e vão.
A pirraça em si não havia aparecido por aqui ainda. Uma teimosia aqui e outra ali sim, mas pirraça não.
Ela deu as caras por aqui antes de ontem.
Mas daquelas dignas de ser modelo da pior pirraça de todas. Do maior chilique de todos. Do que você deve torcer para o seu filho nunca fazer. Acham que estou exagerando? A coisa foi feia mesmo!
Mas tem uma notícia boa: o show aconteceu aqui dentro de casa e só estávamos eu, ela e o pai por perto.
Dos fatos:
A pessoinha assistiu DVD a tarde inteira e quando eu falei que estava na hora de desligar o mundo dela caiu.
Começou a chorar desesperadamente querendo ver mais e eu, também devido ao escândalo, não pude voltar atrás de jeito nenhum.
Tentei explicar que já era hora do jantar, que eu e Bruno iríamos ver jornal, que já estava de noite e que no outro dia ela poderia ver mais. Nada adiantou!
Deitou no chão e começou a espernear e a chorar cada vez mais alto.
Como não teve outro jeito a levei para o lugar que a coloco de castigo e o choro aumentou.
O pai veio ver quem estava morrendo e tentou dialogar também.
Mas ela só chorava e nesta altura já soluçava também. Quase perdendo o ar. E eu começando a preocupar com sua saúde física. Fiquei com medo da pessoa desmaiar de tanta contrariedade.
Deixamos ela no castigo e nos afastamos. Mas fiquei por perto.
De repente a pessoa amoleceu e começou a escorregar pela escada (ela estava no segundo degrau).
Tudo isso chorando aos berros.
Fui pra perto dela e a abracei bem apertado. Fui conversando até se acalmar.
Ufa! Foram os 15 minutos mais longos da minha vida!
Conversei muito com ela sobre o que tinha acontecido e espero que pelo menos metade tenha entrado na sua cabecinha.
Amo muito a minha filha, mas nessas horas dá uma vontadinha danada de sumir!
Ser mãe da Ana Sofia... não é fácil!

Obs.: Temos um livro aqui em casa chamado: "Filhos: manual de instruções" da professora, filósofa e mestre em educação Tania Zagury. Corri lá para ler a parte que fala dos chiliques e ela orienta que devemos deixar a criança fazer o espetáculo sozinha, que se não dermos atenção a criança vai parar o ataque sozinha e vir atrás da gente. Sei não, viu? Acho que quando a criança faz isso rotineiramente, tudo bem! Mas o escândalo que eu vi aqui foi impossível de ser ignorado. Acho que fizemos a coisa certa fazendo-a entender a desnecessidade daquilo tudo por uma coisa tão pequena.
Enfim, não houve mais nenhum episódio desse por enquanto, graças a Deus! Mas a fase de ficar chorando/resmungando por qualquer coisa voltou... aff! Um dia de cada vez!

quinta-feira, 9 de junho de 2011

$$$$$$

Pai e filha conversando...
- Papai, eu já tenho o Mickey, a Minnie e o Pluto. Você me dá o Pato Donald?
- Tá filha, quando a gente for na Disney eu compro pra você.
- Eu também quero a Margarida e o Pateta!
- Mas aí o meu dinheiro vai acabar!
- Eu compro mais dinheiro pra você, papai!

Tarefa ingrata

Alerta: este post de hoje está um pouco, quer dizer, muito escatológico, portanto, quem tem nojo sinta-se à vontade para se retirar. Mas prometo tentar falar da forma mais leve possível.

Ana Sofia agora deu para proteger os seus cocôs! Isso mesmo! Ai de quem falar mal dos seus cocozinhos!
Sempre que ela acaba de fazer suas necessidades, dá um grito:
- Mamãe, acabei!
Tenho que largar o que estiver fazendo (às vezes na cozinha, às vezes deitada, às vezes comendo...) para ir lá limpar seu bumbunzinho. O nº 1 ela dá conta, mas o nº 2 ainda precisa de uma supervisão.
Toda vez brinco com ela, falando do tamanho, da cor, etc porque na época do desfralde tinha que fazer a maior festa quando ela fazia as necessidades no peniquinho.
A brincadeira continuou e o cheirinho piorou muito!
Então chego lá e falo:
- Fummmm, que cocô fedorento!
A pessoa fica nervosa:
- Não tá fedorento! A mamãe dele deu banho nele e agora ele tá cheiroso!
Ai de mim de falar o contrário!

Outro dia coloquei uma pedra sanitária novinha no vaso e disse pra ela que a partir de agora todos os cocôs iriam ser cheirosos (quanta bobagem, né?) porque tinha um cheirinho novo lá.
Enquanto eu virei-me para fazer meu trabalhinho ingrato de limpar bumbum a pessoa enfiou a mão no vaso, pegou a pedra, deu um cheiro e disse:
- Hum, vai ficar cheiroso mesmo, né mamãe?
- Ana Sofiaaaaaaaaaaaaa!!!!!!

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Mara ou Maria?

- Mãe, você é MARIAVILHOSA!!!!!

ABC

Quando Ana Sofia tinha pouco mais de dois anos comecei a me surpreender ao vê-la começar a apontar todos os "A"s que via pela frente e falar "A de Ana"!!!!
Depois vieram as letras dos coleguinhas da sala, como G de Gabriel e Gabriela, I de Isabela, M de Mateus, P de Pedro, etc...
Sentada em frente ao computador uma vez, ela veio se achegando e pediu para "escrever". Digitou pra mim as vogais e fiquei tão orgulhosa que registrei e publiquei no Facebook:
Daí, um dia, resolvi ensiná-la o B de Bruno. Sabe o que ela me disse?
- Não, mãe, B é de bola!
Então comecei a escrever as letras do alfabeto e descobri que além de já conhecer todas, a espertinha já sabia pelo menos uma palavra com cada letra!
Pensei: como assim? Como pode?
Achei que isso só ia acontecer lá pelos 3 ou 4 anos.
Cheguei a conclusão de que fizemos um bem danado de colocá-la na escolinha ainda cedo.
Sempre julguei quem fazia isso. Hoje, às vezes sou julgada por isso. Mas cada um pensa de um jeito, respeito isso.
Quando nos mudamos para BH, passava o dia inteiro dentro do apartamento com Ana Sofia, que estava com 4 meses. Levava na pracinha pela manhã para ter contato com outras crianças, mas era tudo muito superficial.
Com uns 10 meses começamos a levá-la para escolinha três vezes por semana para brincar com outras crianças e para eu ter um tempinho pra mim.
Depois de um ano passou a ir a semana toda.
A escolinha a ajudou a criar laços de amizade, a não ser egoísta, a perceber que não é a única criança no mundo, a ser mais independente, a esperar, a se desenvolver muito mais do que se estivesse presa em casa comigo o dia todo.
Enfim, não consigo ver desvantagem em tê-la na escola desde cedo. Assim ela pode aprender sem pressa, sem ter que ficar fazendo comparações com outras crianças (mas a gente acaba fazendo em segredo!).
O resultado está aí:

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Via Twitter

- Ser mãe é... fazer pão-de-queijo em formato de A, E, I, O, U.


- Criança doente é uma tristeza , mas criança com saúde dá uma canseira... Hoje Ana Sofia estava ligada no 220!


Monarquia

Aqui em casa a lógica seria: eu ser a rainha, Bruno o rei e Ana Sofia a princesa.
Quem disse que a pessoa aceita?
Para ela, eu sou a princesa, o papai é o "Píncipi" e ela é a rainha.
Hierarquia? Deixa isso pra mais tarde, né?
Porque agora, para nós ela é a rainha mesmo, o Bruno é o nosso príncipe mesmo e eu vou me contentar em ser princesa mesmo...

Quando eu crescer...

"Quando eu crescer..." ou a variação "Quando eu for grande..." são as duas frases que mais tenho escutado nos últimos dias.
Quando eu crescer...
... vou andar no banco da frente e vou dirigir.
...vou comprar um chinelo novo pra você (ao ver meu chinelo molhado).
...vou comprar uma meia nova pra você (ao ver um furinho na minha meia. Tá bom, não era tão pequeno assim. Mas a uso só pra dormir!).
...vou namorar (para desespero do pai).
...meu cabelo vai ser liso (pra desespero da mãe. Amo aqueles cachinhos!).
E por aí vai!
A pessoa quer crescer... pra quê, meu Deus? Tá tão bom assim.
Não tem que pagar conta nem trabalhar... quer vidinha melhor?
Mas o ser humano é assim, nunca está contente.
Tá trabalhando, quer férias. Tá desempregado, quer trabalhar.
Tá calor, quer frio. Tá frio, quer calor.
Quem tem cabelo anelado quer liso. Quem tem liso quer cachos.
Tá na faculdade, fica de saco cheio de tantos trabalhos. Sai da faculdade e morre de saudade.
Tá gordo, quer emagrecer. Tá magro... melhor assim, né?
Mas voltando à Ana Sofia, vou tentar convencê-la a ser pequenininha assim mais um pouquinho.
Acho que ela está na fase mais gostosa, inteligente e engraçada. Testa nossos limites também, mas faz parte, né?
Esses dias recebi um e-mail dizendo que quando a gente é mais novo passa pela fase de odiar os pais e depois de querer voltar para os braços dos pais.
Acho que nunca odiei minha mãe. Tivemos nossos conflitos, mas hoje é minha melhor amiga.
Espero que Ana Sofia não me odeie também. Que a fase dos conflitos seja breve e que ela também me veja como amiga.
Pra que crescer, meu Deus?

terça-feira, 31 de maio de 2011

Minha pequena enfermeira

A gripe me pegou de jeito.
Estava deitada e Ana Sofia viu meu remédio no criado ao lado da cama.
- Mãe, tem que tomar seu remedinho.
- Depois eu tomo, filha. Precisa de água.
- Quer que eu busco ta você?
- Hein? Você vai buscar água pra mim?
- Huhum!
Calçou o chinelo e saiu correndo.
Daqui a pouco volta aquele toco de gente com meio copo de água. Abre o comprimido, enfia na minha boca e me dá água. Tem como não sarar?

Obs.: Pra muita gente isso pode parecer muito normal, mas tenho que lembrar uma coisa: ela só tem 2 anos!

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Olha o que ela foi falar... E com quem!

- Pai, quando eu crescer eu vou namorar!
- Não vai, não!
- Não, pai! É só quando eu crescer.
- Filha, para o papai você nunca vai crescer!

Depois eu cheguei e perguntei:
- Com quem você vai namorar, filha?
- Com o papai!
- Mas o papai é o meu namorado.
- O papai é namorado de você e de mim!

Ser mãe também é...

Ser mãe também é...
1- Criar expectativas
Criei muitas expectativas para o casamento da madrinha da Ana Sofia. Roupas, sapato, meia calça, tiara... tudo foi preparado para a pequena ficar linda e confortável no evento tão esperado.
2- Lidar com imprevistos
Faltando uma hora para a cerimônia, Ana Sofia apaga. Dorme de cansada do dia cheio de brincadeiras nas casas das vovós. Mas quase na hora de sair consigo acordá-la e fazê-la ficar lindinha com todos os apetrechos.
3- Lidar com mau humor
Na porta da igreja todos querendo vê-la, conversar e ela com "aquela" cara.
4- Lidar com mais imprevistos
Antes do casamento começar ela estava com a minha mãe nos bancos de trás da igreja, mas quando viu eu e o Bruno entrando (como padrinhos) começou a chorar. A pegamos no meio do caminho mesmo e ela entrou com a gente. Ficamos os três sentados nos bancos reservados aos padrinhos.
5- Lidar com sapequice
Minutos depois já estava ligada no 220! Sentava, levantava, se enfiava debaixo dos enfeites, tirava o sapato, mexia com meu cabelo (que estava com penteado!), apertava as bochechas do pai... canseira!
6- Lidar com imprevistos (pensa que acabou?)
No meio do casamento: "Mãe, quero fazer xixi!" Mostro a vovó lá atrás e peço que vá fazer a solicitação para ela. Chega perto da minha mãe e faz o pedido bem alto. Todos que escutam começam a rir. E a vovó? Ficou vermelha de vergonha!
7- Tomar susto
Passamos na casa da vovó para pegar a cadeirinha do carro que o papai havia esquecido. Na hora de entrar novamente no carro Ana Sofia dá um grito, tampa a orelha e começa a chorar dizendo que o ouvido estava doendo. Como foi tudo muito rápido, achei que era manha e seguimos pra festa conversando como seria legal. Achei que chegando lá ela "esqueceria" a tal dor de ouvido.
8- Se enganar
Chegando na festa o choro continuou, a mão não saiu da orelha e a dor... aumentava!
9- Não ter vergonha de pedir socorro
Procurei minhas amigas médicas que lá estavam (tadinhas, dando plantão no meio da festa!) e perguntei o que fazer, afinal, Ana Sofia nunca tinha tido isso. A Dra. Graziela e seu marido foram vê-la e disseram para dar um remédio para dor e observar. Caso a dor persistisse, pediatra e antibiótico! Antibiótico? Essa palavra é um palavrão pra mim!!
10- Ter que trocar uma festa por uma farmácia
Voltamos. Passamos na farmácia. Medicamos. E, com ajuda da vovó, acalmamos a pequena que dormiu profundamente no cantinho dela.
11- Estar com o corpo num lugar e com a cabeça (e o coração) em outro
Sem poder fazer mais nada e estando a minha filha no lugar mais seguro do mundo, voltamos para prestigiar a dindinha sem a afilhada. Comida, bebida, música, fotos, ... e a cabeça lá com ela. Só os amigos mesmo para amenizar a preocupação. Muito obrigada a todos.
12- Se enganar (de novo!)
Pensei que no dia seguinte iria acordar e ir direto para o hospital. Que nada! Ana Sofia acordou ótima. Deitei do seu lado na cama, ela olhou pra mim e disse: "Mamãe, eu amo você!" Virou para o outro lado e disse: "Vovó, eu também gosto muito de você!" E levantaram as duas para ir brincar com os cachorros.
13- Só dormir tranquila depois de ver o filho bem
Depois disso, dormi mais uma hora mais ou menos. Mas essa hora, depois de ver minha filha sorrindo de novo, valeu mais que uma noite inteira!

Aprendendo a rezar

Itabira.
Vovó ensinando a rezar:
- Papai do Céu, proteja a mamãe, o papai, as vovós, o vovô, os titios, os amiguinhos...
Ana Sofia completa:
- A Tasha* também!

*

sábado, 28 de maio de 2011

Turma da Mônica

Itabira.
Maior farra na cama da vovó.
De repente Ana Sofia encosta no dedão do pé dela:
- Que isso, vó?
- Isso é um calo, Ana Sofia.
- Não vó, isso é cascão! kkkkkkkk
E continuou:
- Você é Cascão, eu sou a Mônica e a mamãe é o Cebolinha!

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Florzinha de soprar

Hoje eu queria chamar atenção para as pequenas coisas da vida.
Coisa que a gente não dá dá muita atenção, mas que para as crianças são importantíssimas.
Quer um exemplo?
Quando resolvi criar este blog, sem saber nada, entrei no site e escolhi o primeiro fundo de tela que achei "bonitinho". Gostei das cores e do desenho. Só isso! Mas...
Tá vendo essas florzinhas aí no canto superior direito? Já tinha reparado nelas?
Pois, pra mim, até ontem, era só um desenho.
Mas Ana Sofia, na sua inocência de criança, me fez ver o SIGNIFICADO delas.
Todas as vezes que a busco na escolinha, descemos do ônibus e passamos por um caminho que liga a Barragem Santa Lúcia à nossa rua. Não passa carro lá. É um caminhozinho cercado de árvores e verde.
Ela o chama de "caminho do lobo" e sempre que entra lá começa a cantar: "Vamos passear no bosque, enquanto seu lobo não vem..."
Na grande maioria das vezes também procuramos essas florzinhas de soprar:
No início, Ana Sofia não tinha muito sucesso soprando a florzinha. Ela perdia a paciência e me pedia para soprar.
Mas a cada dia que passa, vou ensinando-a a fazer biquinho e soprar mais perto da florzinha, assim vai conseguindo algum progresso.
Alguns dias atrás, achei uma florzinha que estava bem "madurinha" e a dei. Quando ela soprou e viu aquele monte de coisinhas voando abriu um lindo sorriso e disse: "Mãe, consegui! Olha que tanto voando!"
Fizemos a maior festa e meu peito se encheu de orgulho daquela pequena vitória.
Enfim, estou contando isso porque ontem ao ver-me com o blog aberto, Ana Sofia viu as florzinhas desenhadas aí em cima da página e disse:
- Olha mãe, aquela florzinha do caminho do lobo que a gente sopra!
Ai, minha filha! Muito obrigada por fazer-me enxergar as pequenas coisas da vida!


Obs.: Achei uma foto do "caminho do lobo" para vocês terem uma idéia do lugar:

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Por favor!

Ana Sofia anda esquecendo de pedir por favor quando quer alguma coisa.
Sentei-a num banquinho e comecei a conversar sobre como isso era importante.
Ela olhou pra mim bem séria e falou:
- Mãe, POR FAVOR, me tira daqui!

Dorme, mãe!

- Mãe, posso ver Backyardigans?
- Não, vou ver jornal agora.
- Dorme, mãe! Você tá cansada!

Ué!

- Mãe, olha que linda essa florzinha!
- Coloca na orelha filha, pra ficar bonita.
- Não! Isso não é brinco, ué!

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Licença Fofura

Não existe licença poética? Pois as crianças têm "licença fofura". Eu explico:
Quer coisa mais bonitinha do que aquele jeitinho errado das crianças falarem nos primeiros anos de vida?
É claro que não deve ser incentivado. Sei disso muito bem. Mas nada de ficar bitolado, achando que a criança precisa de fono, que não vai falar certo nunca, né?
Também é claro que existem alguns casos que dependem de tratamento para ter melhora. Mas isso já é um assunto para se tratar com o pediatra, profissionalmente. Eu estou aqui pra falar da licença fofura!
Ana Sofia mesma já falou muita coisa errada e hoje já fala direitinho.
Mas tem um tal de trocar o "pra" por "ta" aqui em casa que é a coisa mais fofa do mundo!
Ela diz:
- O sapo pegou a bola ta ela. / A Minnie deu comidinha ta ele.
A gente (eu, Bruno, minha mãe, etc) às vezes nos pegamos brincando de falar o ta no lugar do pra (longe dela, é claro!).
E ainda existem as outras palavras que às vezes precisamos "traduzir" para as visitas, tipo: pintador (computador), mitar (vomitar), fofão (colchão), betô (cobertor), fadinha (almofada), tuti (mamadeira com yakult e leite), colate (chocolate), midinha (comida), termônico (termômetro), mequinho (remédio), beluco (cabelo), entre outras.
Enfim, o recomendado é que sempre se pronuncie corretamente as palavras com a criança, assim ela aprenderá o modo certo de pronununciá-las e, no seu tempo, começará a falar direitinho.
Mas vou sentir saudade de ouvir:
- Mãe, olha ta mim, preciso de você!
Agora me diz, tem como não se derreter?

terça-feira, 24 de maio de 2011

Consciência ambiental

Ontem estava pensando... Se Ana Sofia já fosse uma jovem, seria uma dessas ambientalistas de bandeira em punho. A pequena não pode andar na rua e ver um papel no chão que fica revoltada. Fala que a pessoa não é educada e quer saber quem jogou para colocar de castigo pra pensar um pouquinho. Cocô de cachorro? "- A mamãe do cachorro não catou, né mãe? Que feio! Fummmm...."
Aqui em casa não é muito diferente.
- Filha, joga isso no lixo pra mim?
- No "recicado", mãe?
Ela cresceu vendo a gente separando o lixo e pra ela isso é muito natural.
Ontem dei um chocolate batom pra ela e quando começou a abrir e foi tirando as lasquinhas do papel imaginei que iriam direto para o chão. Que nada! Ela saiu de onde estava, veio pra perto de mim e foi colocando cada pedacinho minúsculo de papel na minha mão. Que orgulho!
Acho que eu e Bruno estamos indo pelo caminho certo.
Nem tudo precisa ser falado, basta dar exemplo.
"Crianças aprendem com aquilo que você faz, não com o que você diz."  Autor desconhecido
Não estou dizendo que somos pais perfeitos, mas a intenção sempre é a melhor de todas.

segunda-feira, 23 de maio de 2011