domingo, 11 de setembro de 2011

Caca não!

- Mamãe, vai ter um neném na sua barriga!
- Ah é? E quem vai cuidar do neném?
- Eu, uai!
- Quem vai dar comidinha?
- Eu!
- Quem vai trocar fralda de cocô?
- Você! Mamãe, eu troco de xixi e você troca de cocô fedorento!

Esperta, né?

Engolindo o fôlego dela e... perdendo o meu!

Esse post é sobre saúde.
É quase um pedido de ajuda. Mas pode ajudar muita gente também.
Sei que há crianças por aí que por qualquer chorinho engolem o fôlego e logo voltam.
Ana Sofia, graças à Deus, não é desse grupo.
Mas nesses quase três anos me deu dois sustos. E um deles foi ontem.

A primeira vez, mais ou menos uns seis meses atrás, estava na casa da minha mãe e ela dançando e rodando em cima da cama. Perdeu o equilíbrio, caiu no chão e começou a chorar. Mas foi uma puxada e parou. Silêncio...
Gritei minha mãe que só se desesperou. Meu amigo Léo também estava em casa e ficou com o telefone na mão pronto para ligar para o SAMU.
Peguei minha filha e fui soprando seu rosto, sacudindo-a, chamando-a e ela só amolecendo.
Chega uma hora que o corpo da criança trava. E o seu desespero aumenta.
Até que algum sopro ou sacolejo desse faz efeito e a pessoa volta a chorar.
Um alívio invade o meu corpo e toda tensão se transforma em tremedeira.

Ontem, como fazemos em todas as noites, dei banho na Ana Sofia e a deixei com o pai na sala para fazer sua mamadeira. Eles se abraçaram para dar boa noite e começaram uma brincadeira de fazer cócegas.
A pequena se abaixou de uma vez e bateu o nariz no braço do sofá.
Como da primeira vez chorou e parou.
Quando vi que estava demorando corri e a peguei no colo.
Silêncio... corpo amolecendo...
Sacudidas e sopros não adiantaram.
Por fim a virei de barriga pra baixo e bati nas suas costas.
Voltou.
Minhas pernas tremiam tanto que pulavam do chão.
Aí é dar um tempinho para ela (e nós) se acalmar.

E pra colocar a mini pessoa para dormir? Será que podia?
Se podia ou não, estava tão cansada que não conseguiu nem ouvir o final da historinha de ontem. Dormiu.
E nós, de vez em quando, íamos lá no berço ver se estava tudo bem.

Queria saber se isso acontece com frequência com os filhos de vocês, meus leitores, e o que vocês fazem.

Bruno acaba de mostrar-me um site de primeiros socorros onde fala que isso é normal, que essas apnéias são provocadas pela própria criança e que o que a gente tem que fazer é manter a calma.
Calma????
Quem escreveu isso não tem filho, né? Dá pra fazer tudo, menos ficar sentada tranquilamente esperando a crise passar.

E a pergunta que não sai da cabeça depois do fato: E se não voltar? O que eu faço?
Sei que o melhor é não pensar nisso, mas me diz, tem como não pensar?

Compartilho o link com vocês para melhores informações: http://www.conscienciaprevencionista.com.br/upload/arquivo_download/1962/PREVEN%C3%87%C3%83O%20DE%20ACIDENTES%20COM%20CRIAN%C3%87AS%20-%20PERDA%20DO%20F%C3%94LEGO.pdf