segunda-feira, 13 de agosto de 2012
A péssima experiência da curetagem
Como o Hospital Vila da Serra apagou a minha reclamação do mural deles, vou deixá-la aqui para que pelo menos meus amigos vejam pelo que passei e, se precisarem de atendimento lá, se preparem.Relato aqui minha insatisfação com o atendimento no bloco cirúrgico obstétrico do Hospital Vila da Serra no dia 10 de agosto de 2012:Com o diagnóstico de uma gravidez interrompida fui orientada pela minha médica a procurar o pronto atendimento obstétrico.Cheguei ao hospital às 8 horas da manhã e logo fui atendida pela ginecologista de plantão.Encaminhada para internação, realizei todos os procedimentos burocráticos e fui orientada a aguardar na recepção.Eu e meu esposo esperamos exata 1 hora até ser chamada a subir para o bloco cirúrgico.Subi às 10 horas juntamente com uma gestante e fomos levadas à sala de preparação de pacientes.Fomos orientadas a tirar toda a roupa, colocá-las em sacos plásticos e colocar camisola, touca na cabeça e sapatilhas nos pés, depois aguardar até sermos chamadas.Conversando, descobri que sua gravidez era de risco e que ela também estava ali para ser atendida pelo plantão, sem um médico específico a acompanhando.Enquanto permanecemos na sala, outras pacientes entravam, trocavam de roupa e logo eram chamadas a entrar, pois estavam acompanhadas por médicos particulares.A gestante que subiu comigo foi chamada 1 hora e meia depois!Perguntei à enfermeira se ainda demoraria muito a ser atendida pois estava de jejum, já começando a ter dor de cabeça, provavelmente de fome.Ela disse que o bloco estava muito cheio e que eu deveria aguardar.Pacientemente fui aguardando.Depois de aproximadamente meia hora apareceu um médico (se não me engano de nome Márcio Lúcio) e perguntou se eu era a "moça da curetagem". Disse que estava tentando arrumar uma maca para mim. Respondi a ele que eu já estava esperando a muito tempo, do jejum e da dor de cabeça. Sumiu.Depois de algum tempo voltou com a mesma desculpa da sala cheia, etc, etc.Falei pra ele que então eu ia embora, que não esperaria mais.Ele disse que não adiantaria eu ir embora, que eu teria que "resolver meu problema" e que se voltasse outro dia poderia ter que esperar da mesma forma.Às 13 horas entrei para a sala de recuperação do bloco cirúrgico. Fui colocada na última maca da sala e foi puxada a cortina que a separava da maca ao lado.O mesmo médico disse que introduziria um medicamento em mim para dilatar o colo do útero e foi logo levantando minha camisola e abrindo minhas pernas.Não teve o cuidado de colocar um outro pano em cima das minhas pernas para que eu não ficasse tão exposta.Chorei pela dor que senti quando o médico ajeitava o medicamento atrás do meu útero e pela humilhação de estar tão exposta e sendo tratada com tão pouco caso.Pediu que fosse colocado um soro em mim para resolver o problema da minha fome. Que se eu começasse a sentir alguma coisa era para chamá-lo.Perguntei quanto tempo ficaria ali e fui informada que o remédio demoraria aproximadamente 4 horas para fazer efeito.Passei, então, a tarde toda sozinha. Somente escutando (sem ver) o relatos das pacientes que estavam em recuperação e ouvindo o som de uma das salas de parto, com médicos pedindo para pacientes fazerem força e logo depois o chorinho dos bebês seguido dos parabéns às novas mamães.Em alguns momentos, a sala de recuperação parece um bar. Muita gente falando alto ao mesmo tempo, combinando de ir para um casamento, de beber muito, fazendo piadas sobre uma curetagem mal sucedida em que a gravidez prosseguiu e o amigo do médico tinha se tornado um aborto mal feito, etc, etc.Para um pessoa que perdeu um bebê tão desejado e estava ali para "retirar" o que sobrou dele, isso tudo foi uma tortura!Cheguei a pedir a enfermeira para abrir a cortinha que separava a minha maca das outras para que eu não me sentisse tão sozinha e não fui atendida.Ouvi várias vezes chamarem algum nome e pedir para a paciente levantar a mão para saberem quem era. Seria muito difícil identificar as macas para evitar tal constrangimento?Ouvi também algumas vezes dizendo que haviam documentos sem assinaturas dos médicos e procurando o carimbo dos mesmos para "resolver o problema". Será quem assinaria?No meio da tarde apareceu uma médica que identificou-se como Dra. Carol, disse que estava de plantão e que realizaria meu procedimento. Fez algumas perguntas e eu perguntei quanto tempo demoraria, se havia alguma previsão do horário que eu iria embora.Como ela respondeu que eu sairia somente a noite, existindo ainda a possibilidade de eu passar a noite no hospital, pedi que alguém avisasse ao meu esposo que estava esperando, sem notícia nenhuma, que o procedimento ainda demoraria.Por volta das 17 horas recebi um bilhete do meu esposo que iria na escola buscar minha filha para levá-la para casa e voltaria em seguida.Uns dez minutos depois uma pessoa da enfermagem foi até a minha maca e disse que me levaria a uma outra sala onde a cama era mais confortável e onde meu acompanhante poderia ficar comigo, mas outra pessoa disse que a sala de cirurgia já estava pronta e que eu deveria ser levada pra lá. Se existia esta primeira opção, por que não fui levada pra lá desde cedo?Mas, aliviada de já estar chegando ao fim o sofrimento, fui para a tal sala de cirurgia.Fui colocada na mesa e, simplesmente, deixada lá.Sem nenhum médico ou anestesista, nenhum cobertor, nenhuma informação.Houve um momento em que escutei uma auxiliar perguntando à outra se era ela quem iria acompanhar a "cureta" e ela disse que "era o melhor que estava tendo". Acho que fiquei lá sozinha, morrendo de frio, de 30 a 40 minutos.Houve um momento em que aconteceu uma queda de energia e logo depois uma auxiliar de enfermagem entrou na sala, com uma revista da AVON nas mãos, dizendo que era pra eu aguardar mais um pouco. E eu poderia fazer outra coisa?Perguntei onde estava a médica e ela disse que não sabia.Falei que era um absurdo, muita falta de consideração e respeito. Comecei a chorar de desespero, sentindo-me tratada como apenas uma coisa.A auxiliar disse que concordava comigo, que iria procurar de novo um médico e saiu da sala.Um tempo depois apareceu uma pessoa se identificando como da equipe de anestesia e, vendo-me chorando, pediu que eu ficasse calma, que tudo daria certo.Então eu disse que não estava preocupada com o procedimento, mas sim muito desapontada com tanta falta de respeito por ter sido abandonada naquela sala sozinha por tanto tempo.Ela disse que eu não estava sozinha, que as "meninas" estavam lá fora, que eu precisava me acalmar.Então, ela disse que me daria um medicamento para que eu me acalmasse, que ainda não entraria em sono profundo.Acontece que nem a vi tirando a seringa da mangueirinha do soro, apaguei e só acordei na sala de recuperação.Não sei nem quem fez o meu procedimento.Como estava sonolenta, não sei quanto tempo fiquei na recuperação.Quando fui levada ao apartamento (por volta das 20 horas), descobri que o mesmo só havia sido liberado ao meu esposo depois das 18 horas. Que ele havia passado grande parte do dia na sala de espera do bloco cirúrgico.Fui muito bem recebida pela simpática Solange, auxiliar de enfermagem do 4º andar, que deu algumas orientações para saída, um comprimido de Voltaren, ajudou-me a ir ao banheiro, pediu alimentação, entregou todos os meus exames e disse que eu somente poderia ir embora depois das 21 horas.Como o horário do jantar já havia terminado, demorou um pouquinho e depois chegou um lanche.Enquanto lanchava meu esposo foi procurar um atestado de acompanhamento pra ele e descobriu que meu sumário de alta não estava junto com os documentos e exames.Depois de algum tempo entregaram à ele o sumário de alta e o atestado de acompanhamento com o mesmo carimbo de uma médica e dois rabiscos (assinaturas) completamente diferentes. (????)Saí do hospital somente com uma receita de Tylenol para dor e um atestado de 7 dias.Nenhuma visita ou orientação médica.Tinha tantas boas referências do Hospital Vila da Serra que não pensei duas vezes antes de procurá-lo para resolver um problema tão delicado na minha vida.Para os profissionais que tiveram contato comigo neste dia, eu poderia ser apenas mais uma paciente, mas acho que mereceria e deveria ser tratada com mais respeito, humanidade e sensibilidade.Mesmo tendo um plano de saúde muito bom, senti-me o tempo todo como um paciente do SUS, como vemos todos os dias pela televisão.Não sei se volto ao hospital muito menos se o recomendo aos amigos.Relato tudo isso não esperando que o meu problema seja resolvido, porque não há mais jeito, mas na esperança que não aconteça com outros, pois, como assistente social e educada aprendendo que todas as pessoas merecem respeito, desejo que isso não se repita com ninguém. — em Hospital Vila da Serra
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
E na semana dos pais...
Perto da minha casa tem um posto da Petrobras que tem um papagaio como em muitos outros.
Geralmente, em datas comemorativas eles são fantasiados.
No natal de papai noel, na páscoa de coelhinho, etc.
Hoje no caminho da escola paramos no sinal perto do tal posto.
Ana Sofia estava quietinha na sua cadeirinha e de repente soltou essa:
- Por que o papagaio não está vestido de pai?
Geralmente, em datas comemorativas eles são fantasiados.
No natal de papai noel, na páscoa de coelhinho, etc.
Hoje no caminho da escola paramos no sinal perto do tal posto.
Ana Sofia estava quietinha na sua cadeirinha e de repente soltou essa:
- Por que o papagaio não está vestido de pai?
segunda-feira, 6 de agosto de 2012
Como é que explica?
- Mamãe, porque Itabira fica tão longe?
- Sei lá, filha! Só Deus pra te responder!
- Mas Deus já morreu, né?
- ... É! (O que eu poderia responder?????? kkk)
- Então Ele virou estrelinha igual ao vovô, né? E foi para o céu??
Aí vem o pai pra completar:
- Ana Sofia, Deus é o DONO do céu!
- Ah, tá!
- Sei lá, filha! Só Deus pra te responder!
- Mas Deus já morreu, né?
- ... É! (O que eu poderia responder?????? kkk)
- Então Ele virou estrelinha igual ao vovô, né? E foi para o céu??
Aí vem o pai pra completar:
- Ana Sofia, Deus é o DONO do céu!
- Ah, tá!
sexta-feira, 3 de agosto de 2012
A reação da Sossô
Fui orientada pela pedagoga da escolinha da Ana Sofia a esperar um pouco para contar pra ela sobre o aborto. Disse que eu ainda estava muito abalada. Eu também não queria chorar na frente dela, mas como sou uma pessoa que não sei ficar escondendo segredos, sabia que não ia aguentar por muito tempo.
Foi só a pequena chegar da escolinha que logo veio alisando minha barriga e falou alguma coisa do bebê.
A chamei no meu quarto, sentamos na cama uma de frente pra outra e disse que tinha que lhe falar uma coisa muito importante.
Falei que fui ao médico e que na televisão dele, onde a gente vê a barriga, descobrimos que a sementinha tinha fugido.
- Acredita, filha? A sementinha não está mais na minha barriga! Fugiu!!!
Ela fechou a cara e disse:
- Mas eu vou ficar com saudade do Bruninho!
- Não, filhinha! Não era o Bruninho ainda! Era só uma sementinha que o papai do céu colocou na barriga da mamãe e que ia crescer ainda para virar o Bruninho. Agora a gente vai ter que rezar pra Ele mandar outra sementinha pra gente.
Levantou depressa, foi para perto da janela, olhou para o céu e disse:
- Papai do céu, manda outra sementinha pra barriga da mamãe, por favor? Obrigada!
Olhou pra mim e completou:
- Agora é só esperar uns dez minutinhos, tá bom mamãe?
Não teve jeito, morri de rir!
Tem filha melhor no mundo????
Desde então, tenho estado melhor. Ainda triste, mas seguindo a vida por acreditar que não era pra ser agora. Minha grande preocupação era a reação dela, como eu contaria, etc. Mas como eu sempre surpreendo-me com a Ana Sofia, as coisas ficam mais fáceis.
Foi só a pequena chegar da escolinha que logo veio alisando minha barriga e falou alguma coisa do bebê.
A chamei no meu quarto, sentamos na cama uma de frente pra outra e disse que tinha que lhe falar uma coisa muito importante.
Falei que fui ao médico e que na televisão dele, onde a gente vê a barriga, descobrimos que a sementinha tinha fugido.
- Acredita, filha? A sementinha não está mais na minha barriga! Fugiu!!!
Ela fechou a cara e disse:
- Mas eu vou ficar com saudade do Bruninho!
- Não, filhinha! Não era o Bruninho ainda! Era só uma sementinha que o papai do céu colocou na barriga da mamãe e que ia crescer ainda para virar o Bruninho. Agora a gente vai ter que rezar pra Ele mandar outra sementinha pra gente.
Levantou depressa, foi para perto da janela, olhou para o céu e disse:
- Papai do céu, manda outra sementinha pra barriga da mamãe, por favor? Obrigada!
Olhou pra mim e completou:
- Agora é só esperar uns dez minutinhos, tá bom mamãe?
Não teve jeito, morri de rir!
Tem filha melhor no mundo????
Desde então, tenho estado melhor. Ainda triste, mas seguindo a vida por acreditar que não era pra ser agora. Minha grande preocupação era a reação dela, como eu contaria, etc. Mas como eu sempre surpreendo-me com a Ana Sofia, as coisas ficam mais fáceis.
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
A dor da certeza
Infelizmente, as notícias não são boas.
Volto aqui sentindo-me na obrigação de informar à todos que tanto me deram força que as coisas não saíram como desejávamos.
Mas foi como Deus desejou. E como Ele sabe o que é melhor pra gente, o que tenho a fazer é agradecer os poucos dias de felicidade e o aprendizado que vou levar comigo pelo resto da vida.
Aprendi que não tenho o controle de tudo, que nem tudo pode "ser resolvido" e que a lei da natureza é perfeita.
Desde sábado tenho sentido fortes cólicas e o sangramento começou a aumentar e a vir num tom mais vermelho intenso. Igual a uma menstruação.
Ao mesmo tempo que tinha a consciência de que estava começando um processo abortivo, me apegava aos depoimentos de muitas amigas, parentes e até desconhecidas que conversaram comigo esses dias, dizendo que também tiveram sangramentos no início da gestação e que depois tudo deu certo.
Ontem passei o dia com um mau pressentimento e achei que estava conseguindo esconder isso do Bruno e da Ana Sofia. Ela, de vez em quando, sem dizer nada, vinha até mim, olhava nos meus olhos e me dava um beijo. Ele, disse que estava percebendo minha tensão e tentava acalmar-me.
Deitei para dormir e o sono não vinha. Até que uma hora o Bruno acordou, me abraçou e disse tudo ia ficar bem, que a gente ia passar por isso juntos. Desabei a chorar e falei pra ele que eu sabia que não estava tudo bem.
Quando conseguia dormir, acordava com a Ana Sofia me chamando, com um sono muito agitado.
Até que deu a hora de levantar e fui ajeitar as coisas para a volta às aulas da pequena. Merendinha e mochilas arrumadas fui acordá-la. Já sabia que não ia ser fácil. Todo retorno sempre tem muito choro, preguiça, etc.
A deixamos na escola e fomos ao ultrassom. Os dez minutos que esperei para ser atendida pareciam horas.
Quando finalmente deitei na maca, ainda restava uma pontinha de esperança de ouvir do médico que tudo estava bem e de ouvir um coraçãozinho guerreiro batendo dentro de mim.
Mas dois minutos depois de tentar entender aquela imagem, ouço o médico ditando para a assistente que não havia batimento cardíaco.
O fim deste sonho se transformou em lágrimas.
O médico disse que poderia haver algum problema com a formação do embrião e que a natureza, sábia, se encarrega de interromper a gestação. Mas até isso entrar na cabeça de uma mãe...
Enfim, chorei muito e fui para o consultório de uma médica que parecia um anjo na terra. Voz doce, compreensiva, muito carinhosa. Explicou tudo para mim e para o Bruno. Deu orientações, disse que já passou pelo mesmo problema e conseguiu me acalmar um pouco.
Quando ela foi me examinar, percebeu a glândula da tireoide um pouco aumentada e pediu uns exames. Disse que se o hormônio estiver alterado pode ter sido uma das razões do acontecido.
Vou me apegar nisso porque preciso de uma explicação lógica para tudo. Esse negócio de natureza é confortante, mas preciso saber a razão das coisas.
O próximo passo agora é esperar que o corpo expulse (não gosto desta palavra, mas não estou achando outra) sozinho. A previsão são de muitas cólicas e de um sangramento intenso. Caso isso não ocorra terei de me internar para fazer curetagem, o que não é nada bom, pois é um procedimento invasivo e que pode prejudicar uma futura gravidez.
Pra quem não queria ver sangue de jeito nenhum... agora a torcida é para que ele apareça o mais rápido possível.
Depois dessa avalanche de informações começou a parte difícil: contar para as pessoas. Liguei somente para minha mãe e para minha sogra. Chorei de novo com elas que sempre são meus alicerces. Minha mãe está inconsolada, tadinha. Se eu pudesse poupá-la disso com certeza o faria, mas somos amigas na alegria e na tristeza.
Tirei o resto do dia para mim. Dormi um pouco e acordei com uma dorzinha de cabeça bem chata. Agora estou preparando-me para contar para Ana Sofia. Vou tentar inventar uma história e tentar não chorar na frente dela (o que vai ser bem difícil). Espero que ela não sofra, que entenda da melhor forma.
O que me alivia um pouco é saber que nem houve tempo de se formar um coraçãozinho. Que ele não bateu por um tempo e parou. Que não era o nosso Bruninho ainda, era somente uma sementinha que não vingou. Parece loucura, mas tenho que fantasiar um pouco para tentar aceitar.
Acabei de ler uma coisa que queria compartilhar:
"Não esqueço de quem me estende a mão. Minha memória não é curta. Apesar de eu esquecer nomes, jamais deixo passar batido o que fazem por mim. Porque aprendi que ajudar o outro é bonito. Mas ser grato é mais bonito ainda."
Não sei quem é o autor da frase mas vou "roubá-la" porque se encaixa perfeitamente pelo que eu estou sentindo.
Gostaria de agradecer cada palavra, cada oração, cada sentimento bom que recebi. Tanto quando eu soube da gravidez tanto agora nesse momento difícil.
O meu muito obrigada à todos.
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