segunda-feira, 30 de maio de 2011

Ser mãe também é...

Ser mãe também é...
1- Criar expectativas
Criei muitas expectativas para o casamento da madrinha da Ana Sofia. Roupas, sapato, meia calça, tiara... tudo foi preparado para a pequena ficar linda e confortável no evento tão esperado.
2- Lidar com imprevistos
Faltando uma hora para a cerimônia, Ana Sofia apaga. Dorme de cansada do dia cheio de brincadeiras nas casas das vovós. Mas quase na hora de sair consigo acordá-la e fazê-la ficar lindinha com todos os apetrechos.
3- Lidar com mau humor
Na porta da igreja todos querendo vê-la, conversar e ela com "aquela" cara.
4- Lidar com mais imprevistos
Antes do casamento começar ela estava com a minha mãe nos bancos de trás da igreja, mas quando viu eu e o Bruno entrando (como padrinhos) começou a chorar. A pegamos no meio do caminho mesmo e ela entrou com a gente. Ficamos os três sentados nos bancos reservados aos padrinhos.
5- Lidar com sapequice
Minutos depois já estava ligada no 220! Sentava, levantava, se enfiava debaixo dos enfeites, tirava o sapato, mexia com meu cabelo (que estava com penteado!), apertava as bochechas do pai... canseira!
6- Lidar com imprevistos (pensa que acabou?)
No meio do casamento: "Mãe, quero fazer xixi!" Mostro a vovó lá atrás e peço que vá fazer a solicitação para ela. Chega perto da minha mãe e faz o pedido bem alto. Todos que escutam começam a rir. E a vovó? Ficou vermelha de vergonha!
7- Tomar susto
Passamos na casa da vovó para pegar a cadeirinha do carro que o papai havia esquecido. Na hora de entrar novamente no carro Ana Sofia dá um grito, tampa a orelha e começa a chorar dizendo que o ouvido estava doendo. Como foi tudo muito rápido, achei que era manha e seguimos pra festa conversando como seria legal. Achei que chegando lá ela "esqueceria" a tal dor de ouvido.
8- Se enganar
Chegando na festa o choro continuou, a mão não saiu da orelha e a dor... aumentava!
9- Não ter vergonha de pedir socorro
Procurei minhas amigas médicas que lá estavam (tadinhas, dando plantão no meio da festa!) e perguntei o que fazer, afinal, Ana Sofia nunca tinha tido isso. A Dra. Graziela e seu marido foram vê-la e disseram para dar um remédio para dor e observar. Caso a dor persistisse, pediatra e antibiótico! Antibiótico? Essa palavra é um palavrão pra mim!!
10- Ter que trocar uma festa por uma farmácia
Voltamos. Passamos na farmácia. Medicamos. E, com ajuda da vovó, acalmamos a pequena que dormiu profundamente no cantinho dela.
11- Estar com o corpo num lugar e com a cabeça (e o coração) em outro
Sem poder fazer mais nada e estando a minha filha no lugar mais seguro do mundo, voltamos para prestigiar a dindinha sem a afilhada. Comida, bebida, música, fotos, ... e a cabeça lá com ela. Só os amigos mesmo para amenizar a preocupação. Muito obrigada a todos.
12- Se enganar (de novo!)
Pensei que no dia seguinte iria acordar e ir direto para o hospital. Que nada! Ana Sofia acordou ótima. Deitei do seu lado na cama, ela olhou pra mim e disse: "Mamãe, eu amo você!" Virou para o outro lado e disse: "Vovó, eu também gosto muito de você!" E levantaram as duas para ir brincar com os cachorros.
13- Só dormir tranquila depois de ver o filho bem
Depois disso, dormi mais uma hora mais ou menos. Mas essa hora, depois de ver minha filha sorrindo de novo, valeu mais que uma noite inteira!

2 comentários:

  1. Filhos uma caixinha de surpresas! Que bom q deu td certo né amiga!

    ResponderExcluir
  2. Ai amiga Andreza, aposto que a Ceci também apronta dessas com você, né? Filhos só mudam de endereço...

    ResponderExcluir